ANDAR DIGNAMENTE!

 

“Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Colossenses 1:10).

 

Qual é o pai que não se orgulha de um filho que permanece íntegro mesmo quando tudo conspira para que ele abandone sua boa conduta e se conforme ao padrão da impiedade? Para um pai, ter um filho de bom caráter é um tesouro precioso, guardado com carinho e alegria no coração.

 

O apóstolo Paulo orava em favor dos santos que estavam em Colossos, dizendo, em essência: “Oro para que vocês andem dignamente diante do Senhor continuamente, agradando-lhe em tudo”. Essa oração continua sendo uma poderosa motivação para nós nos dias de hoje.

 

Não fomos resgatados das trevas, purificados pelo sangue de Jesus e revestidos de novas vestes para voltarmos ao lugar de onde saímos, conformando-nos novamente com o pecado que outrora contaminava nossa vida. Pelo contrário, fomos chamados para viver de modo digno da vocação que recebemos.

 

Nosso Pai celestial se alegra quando olha para nós e vê uma vida transformada, que produz bons frutos em suas atitudes e decisões. À medida que permanecemos fiéis, crescemos na graça e no conhecimento de Deus, refletindo o caráter de Cristo e glorificando Aquele que nos chamou para a Sua maravilhosa luz.

 

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Qual destas afirmações está de acordo com a mensagem de Colossenses 1:10?

 

A) Deus se agrada quando o cristão vive como o mundo, desde que mantenha sua fé em segredo.

B) O crescimento espiritual acontece apenas pelo conhecimento intelectual da Bíblia, sem necessidade de mudança de comportamento.

C) O cristão deve andar dignamente diante do Senhor, produzindo bons frutos e crescendo no conhecimento de Deus.

D) Depois de ser salvo, o cristão pode voltar à velha vida sem que isso afete seu testemunho diante de Deus. 

 QUEM ME DERA!

 


“Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que lhes fosse bem a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronômio 5:29).

 

Quem me dera pudesse voltar no tempo e corrigir algo que jamais faria hoje. Essa expressão retrata uma realidade à qual praticamente todos nós já nos referimos alguma vez. Ela nos leva a pensar, na maioria das vezes, em algo desagradável que fizemos e que nos trouxe consequências desastrosas.

 

Deus diz a Moisés: “Quem dera que eles tivessem tal coração”. Deus se refere não somente a um passado distante, quando eles se desviaram temporariamente da Sua vontade e deixaram de desfrutar das bênçãos de uma vida de comunhão com Ele, mas também à sua persistência e rebeldia em não cumprir os Seus mandamentos.

 

Para os nossos dias, a Palavra continua tendo o mesmo peso. Para termos uma vida repleta de gozo, paz e da proteção do Senhor, necessitamos manter nossos corações puros e santificados. Assim, nós e nossos filhos poderemos desfrutar das bênçãos e do cuidado de Deus para sempre.

 

Plínio.

 VIVER, VENCER E GLORIFICAR!

 

"Assim, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Coríntios 10:31).

 

"De que adianta ter os celeiros cheios, se a glória que pertence a Deus não lhe é devolvida? Afinal, foi Ele quem concedeu a semente, enviou a chuva e fez crescer o trigo. 'Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém' (Romanos 11:36). De que vale acumular bens, alcançar posições e conquistar reconhecimento, se Deus não é honrado por meio dessas realizações?"

 

Tudo o que fazemos e almejamos na vida deve estar alinhado aos propósitos do Senhor. Nenhuma conquista tem verdadeiro valor quando se torna um monumento à vaidade humana em vez de um altar de gratidão a Deus. Afinal, é Ele quem nos concede força para trabalhar, sabedoria para decidir e oportunidades para prosperar.

 

O Senhor observa nossas motivações e conhece as intenções do coração. Por isso, mais importante do que conquistar é perguntar: esta conquista glorifica a Deus? Mais importante do que chegar ao topo é saber se o Senhor está sendo honrado durante a caminhada.

 

Quando nossos sonhos, projetos e realizações estão submetidos à vontade divina, o sucesso deixa de ser apenas uma vitória pessoal e se transforma em um testemunho da graça, da provisão e da fidelidade de Deus.

 

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Segundo o texto, qual deve ser o propósito de toda conquista?

 

A.      Acumular riquezas para garantir o futuro.

B.      Receber reconhecimento e aplausos das pessoas.

C.     Alcançar posições de destaque e prestígio.

D.     Glorificar a Deus, reconhecendo que tudo vem dEle, por Ele e para Ele.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

SEPULCROS CAIADOS: A BELEZA QUE ESCONDE A MORTE

 

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mateus 23:27).

 

Não sei quanto a você, mas eu não gosto de passear por cemitérios. Entretanto, há pessoas que costumam caminhar periodicamente por suas alamedas, observando os inúmeros túmulos onde milhares de pessoas foram sepultadas. Ao passarem por eles, contemplam construções de diferentes estilos e tamanhos. Alguns túmulos possuem apenas uma simples placa de identificação; outros, porém, são pomposos e elegantes, revestidos de mármore ou adornados com pinturas que chamam a atenção por sua beleza exterior. Contudo, por dentro, nada há de belo ou formoso, mas apenas corpos em decomposição, retornando ao pó, como Deus determinou após a queda do homem.

 

Falando sobre sepulcros, Jesus faz uma comparação forte, porém verdadeira. Ele compara os sepulcros à vida daqueles que vivem na hipocrisia. Assim como um túmulo pode aparentar beleza por fora enquanto esconde a morte em seu interior, também existem pessoas que apresentam uma aparência de piedade, moralidade e espiritualidade, mas escondem um coração distante de Deus e um caráter corrompido pelo pecado.

 

Jesus espera que seus discípulos sejam sinceros diante de Deus e dos homens. Existe uma antiga história que afirma que alguns escultores, ao cometerem erros em estátuas de mármore, preenchiam as imperfeições com cera. As peças sem reparos seriam então vendidas como sine cera (“sem cera”). Embora essa explicação seja considerada uma lenda pelos estudiosos da linguagem e não a verdadeira origem da palavra “sincero”, ela ilustra bem a importância da autenticidade.

 

O significado de “sincero” está relacionado a algo puro, íntegro, genuíno e sem mistura. Essa é precisamente a qualidade que Deus deseja encontrar em seu povo. Por isso, Jesus declarou: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5:8). Da mesma forma, o apóstolo Paulo exortou: “O amor seja sem hipocrisia” (Romanos 12:9).

 

O Senhor não se impressiona com aparências religiosas nem com uma espiritualidade de fachada. Ele vê o coração e conhece as intenções mais profundas de cada pessoa. Portanto, mais importante do que parecer santo diante dos homens é ser transformado pela graça de Deus no íntimo do coração. Que a nossa vida não seja como um sepulcro caiado, bonito por fora e morto por dentro, mas como um templo vivo onde Cristo habita e governa plenamente.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

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Segundo o ensino de Jesus em Mateus 23:27, o que mais importa diante de Deus?

 

A) A aparência religiosa exterior.

B) A posição que a pessoa ocupa na igreja.

C) Um coração sincero, puro e sem hipocrisia.

D) O reconhecimento e a aprovação das pessoas.   


Plínio Cavalheiro - capelão. 

 ZELADOS PELO DEUS QUE NÃO DORME

 

“Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel” (Salmos 121:4).

 

Existe uma flor famosa por fechar suas pétalas à noite e abri-las novamente pela manhã: a Gazânia. Ela se abre com a luz do sol e se fecha quando anoitece ou quando o céu está muito nublado.

 

Se você me perguntasse a razão exata desse comportamento, talvez eu não soubesse explicar todos os detalhes da natureza. Mas uma coisa eu sei: Deus, em Sua infinita sabedoria, criou todas as coisas com beleza, propósito e perfeita harmonia.

 

“Assim como algumas flores se abrem para receber a luz de um novo dia, que possamos abrir o nosso coração todas as manhãs para receber a luz de Deus.” Deus, entre tantas coisas boas e maravilhosas que nos concedeu, deu-nos também o privilégio do descanso. Durante o sono, nossos olhos se fecham e nosso corpo, depois de um dia inteiro de atividades, recupera suas forças.

 

Mas o fato de estarmos dormindo não significa que Deus esteja ausente. Enquanto descansamos, Ele continua cuidando de nós. O Senhor vela por nossa vida durante a noite e permanece conosco durante o dia, quando despertamos para contemplar e desfrutar da vida que Ele nos concede.

 

Que possamos, a cada manhã, não apenas acordar fisicamente, mas também despertar espiritualmente. Que nosso coração esteja aberto para ouvir a voz de Deus, obedecer à Sua Palavra e seguir os passos de Jesus Cristo.

 

Afinal, foi Ele quem nos deu a verdadeira vida, vida em abundância.: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Que, a cada novo amanhecer, nosso corpo desperte do sono e nossa alma desperte para Deus.

 

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O que devemos fazer espiritualmente a cada novo amanhecer?


A) Apenas cuidar das tarefas do dia
B) Esperar que tudo aconteça sozinho
C) Despertar para ouvir e obedecer a Deus
D) Confiar somente em nossas próprias forças

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 CADA DIA É UM PRESENTE DE DEUS!

 

“Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.” (Salmo 118:24).

Como foi a sua segunda-feira?

 

Há tempo para todas as coisas: tempo para trabalhar e tempo para descansar. Portanto, não há nada de errado em apreciar o fim de semana, quando interrompemos a rotina de trabalho para desfrutar do merecido descanso. O que não faz sentido é detestar a segunda-feira, quando tivemos a oportunidade de renovar as forças físicas, mentais e emocionais.

 

Isso deveria ser motivo de alegria, satisfação e gratidão, e não de mau humor, desânimo, preguiça ou má vontade, atitudes que acabam afetando também as pessoas ao nosso redor. Afinal, todos os dias pertencem ao Senhor. Cada dia é uma dádiva concedida por Deus e contribui para o cumprimento dos propósitos, projetos e responsabilidades que Ele coloca diante de nós. O sucesso de muitas realizações depende do esforço, da dedicação e da fidelidade exercidos dia após dia.

 

Por isso, o salmista nos convida a enxergar cada novo amanhecer com gratidão: “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.” Que não sejamos contaminados pelo desânimo que tantas vezes acompanha o início da semana. Pelo contrário, que recebamos cada dia como uma oportunidade concedida por Deus para servi-Lo, crescer e abençoar outras pessoas.

 

Estar de bem com a vida todos os dias é uma demonstração de gratidão Àquele que nos criou e sustenta. Sejamos, portanto, gratos ao Senhor em todo tempo, reconhecendo que cada dia é um presente de Sua graça.

 

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Você já agradeceu a Deus pela segunda-feira?
☐ Sim, sempre
☐ Algumas vezes
☐ Nunca pensei nisso
☐ A partir de hoje, vou pensar

 Plínio Cavalheiro – capelão.

QUANDO O CONTEXTO REVELA A VERDADE

 

“Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).

 

Quando você lê ou cita esse versículo escrito por Paulo aos filipenses, o que realmente ele significa para você? O que o texto, de fato, comunica? Será que Paulo estava dizendo que, por receber fortalecimento do Senhor, o cristão se torna uma espécie de super-homem, capaz de fazer qualquer coisa, independentemente das leis naturais estabelecidas por Deus? Poderia voar como um pássaro, mergulhar nas profundezas do mar como um peixe ou atravessar paredes como se fosse invisível? Certamente não.

 

Paulo não pretendia transmitir essa ideia nem aos filipenses nem a nós. Na verdade, ele estava testemunhando sobre a capacidade que Cristo lhe concedia para permanecer firme e fiel em qualquer circunstância. Nos versículos anteriores, ele declara: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter abundância. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade.” (Filipenses 4:12).

 

É nesse contexto que Paulo afirma: “Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:13). Portanto, o sentido da declaração não é que o cristão pode realizar qualquer coisa que desejar, mas que pode suportar, enfrentar e perseverar em todas as circunstâncias pela força que Cristo lhe concede.

 

O Senhor não prometeu nos livrar de todas as provações e adversidades deste mundo, mas prometeu estar conosco e nos fortalecer em meio a elas. Assim como Paulo, podemos encontrar em Cristo a força necessária para permanecer firmes, seja nos momentos de abundância, seja nos tempos de escassez.

 

Vale lembrar um princípio importante da interpretação bíblica: um texto sem contexto torna-se um pretexto. Por isso, para compreender corretamente as Escrituras, é indispensável considerar o contexto em que cada passagem foi escrita.

 

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Qual princípio de interpretação bíblica é destacado no texto?

A) Toda interpretação é válida.

B) A experiência pessoal é mais importante que a Bíblia.

C) O significado de um versículo depende apenas da opinião de quem lê.

D) Um texto sem contexto torna-se um pretexto

 

Plínio. 

 O BOM PASTOR E OS LADRÕES DA VERDADE!

 

“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10).

 

Todos nós conhecemos o perigo de sermos roubados ou assaltados por pessoas que desconsideram o valor da vida humana, causando prejuízos materiais e, em muitos casos, até mesmo a morte. Tais indivíduos desejam apropriar-se daquilo que não lhes pertence, provocando sofrimento, constrangimento e destruição às suas vítimas.

 

Ao registrar as palavras de João 10:10, o evangelista as insere no contexto do discurso de Jesus sobre o Bom Pastor (João 10). Nesse contexto, Jesus faz um contraste entre o verdadeiro Pastor e aqueles que se apresentam como guias do povo, mas não agem segundo a vontade de Deus.

 

Quando Jesus menciona o “ladrão”, Ele está se referindo, primeiramente, aos falsos líderes religiosos, falsos mestres e falsos pastores que exploram o rebanho em vez de cuidar dele. O contexto imediato remete aos líderes religiosos que demonstraram dureza de coração ao rejeitarem tanto o homem que havia sido curado da cegueira de nascença quanto o próprio Jesus Cristo, que realizou a cura (João 9).

 

Portanto, o “ladrão” não se refere diretamente ao diabo no contexto imediato da passagem, embora Satanás também seja descrito nas Escrituras como aquele que engana, destrói e se opõe aos propósitos de Deus. O foco principal de Jesus, porém, está nos falsos guias espirituais que desviam as ovelhas da verdade.

 

Em contraste com esses líderes, Cristo é o Bom Pastor que cuida de Seu rebanho, protege Suas ovelhas e supre todas as suas necessidades espirituais. Ele não veio para promover uma mensagem centrada na prosperidade material, como alguns falsos mestres ensinam, mas para conceder uma vida abundante. Essa abundância se manifesta no perdão dos pecados, na reconciliação com Deus, na comunhão com Cristo, na habitação do Espírito Santo e na esperança da vida eterna.

 

Por isso, devemos estar atentos aos falsos líderes e examinar tudo à luz das Escrituras. Acima de tudo, devemos buscar incessantemente o Bom Pastor, Jesus Cristo, que deu Sua vida pelas ovelhas e lhes concede a verdadeira vida, plena e abundante.

 

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Você costuma conferir nas Escrituras aquilo que ouve de pregadores e líderes?

1.      🔘 Sempre

2.      🔘 Frequentemente

3.      🔘 Raramente

4.      🔘 Nunca

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

O PÃO DA VIDA E OS DOCES DO ENGANO!

 

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (Mateus 24:4-5).

 

Diz um conhecido provérbio: “Mais vale uma verdade amarga do que uma mentira doce.” O mundo está impregnado pelo “doce” da mentira. A fábrica desses “doces”, dirigida pelo pai da mentira, possui grande habilidade para maquiar seus produtos, apresentando-os de forma atraente e sedutora. Assim, muitos são levados a consumi-los, sem perceber que, por trás da aparência agradável, escondem-se ingredientes nocivos à alma.

 

Da mesma forma que hoje encontramos farmácias em quase todas as esquinas, a indústria do engano amplia cada vez mais seu alcance, conquistando consumidores que se tornaram dependentes de mensagens agradáveis aos ouvidos. Esses “doces” são recheados com o veneno do erro, que intoxica e destrói aqueles que não possuem discernimento para identificar e rejeitar tal mercadoria.

 

Entretanto, Jesus também convida todos a conhecerem o seu estabelecimento. O produto que Ele oferece é incomparável: o Pão da Vida. Diferentemente dos doces enganosos do inimigo, esse alimento é verdadeiro, nutritivo e capaz de sustentar plenamente a vida espiritual. Ele fortalece, restaura e conduz à vida eterna.

 

Na fachada de sua “padaria”, por assim dizer, há uma mensagem clara e permanente:

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (João 6:51).

 

Por isso, o próprio Jesus nos adverte: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” O mercado do engano é vasto, e seus vendedores são desleais. Muitos levantam placas falsas, apresentam-se como portadores da verdade e até reivindicam autoridade espiritual que não possuem. Conforme alertou o Senhor, muitos virão em seu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos.

 

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O que mais protege um cristão contra o engano?

A.      Conhecimento da Bíblia.

B.      Oração e comunhão com Deus.

C.      Participação na igreja.

D.      A combinação de todos os itens.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

O ESPÍRITO SANTO HABITA EM MIM?

 

"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22-23).

 

No mundo em que vivemos, muitas vezes precisamos provar quem somos. Afinal, como costuma dizer minha filha: “Falar, até um papagaio fala”. Se eu for abordado por um policial, de pouco adianta apenas dizer quem sou. Ao conduzir um veículo, preciso apresentar minha CNH válida para comprovar que tenho o direito de dirigir.

 

Mas e no mundo espiritual? Como ter certeza de que o Espírito Santo está em mim? Basta afirmar com os lábios que Ele habita em meu coração? Certamente não. Assim como existem órgãos competentes que nos habilitam para dirigir, na vida espiritual temos a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, que nos ensina a andar em retidão e nos mostra as evidências da presença do Espírito Santo em nossas vidas. Embora existam muitos sinais, destacarei apenas três deles e te convido a buscar na Bíblia os demais:

 

Primeiro: o Espírito Santo convence o homem do pecado. Davi, mesmo sendo um homem segundo o coração de Deus, pecou. Porém, ao reconhecer seu erro, foi profundamente incomodado e arrependido diante de Deus (Salmo 51:3-4). Quem tem o Espírito Santo não vive em paz com o pecado. Pois não há qualquer comunhão entre um e outro.

 

Segundo: há um anseio crescente de buscar, ler, estudar a Bíblia. O apóstolo Pedro escreveu: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1 Pedro 2:2). Não se trata de uma obrigação religiosa, mas de uma fome espiritual que nasce dentro de nós e nos leva a buscar o alimento certo que fortalece a alma. ¹² Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4:12).

 

Terceiro: a oração. Quando oramos, podemos dizer com confiança: “Espírito Santo, eu sei que o Senhor está aqui”. Não é necessário falar em línguas, ter sonhos extraordinários ou grandes revelações para ter a certeza de Sua presença. O Espírito Santo compreende todos os idiomas, mas parece ter preferência por uma linguagem universal: a sinceridade. Quando falamos com um coração sincero, Ele se agrada de nos ouvir e apresenta nossas orações diante de Deus.

 

Plínio Cavalheiro 

 ABRA A PORTA PARA JESUS!

 

“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15).

 

Em termos comparativos, podemos dizer que cada um de nós é como uma casa. E, como toda casa, temos uma porta principal de entrada, equipada com fechadura e, de preferência, bem segura. É por essa porta que entramos e saímos, e permitimos a entrada de pessoas que fazem parte da nossa vida. Quando recebemos alguém querido, costumamos dizer: “Sinta-se à vontade, a casa é sua.”

 

Na esfera espiritual acontece algo semelhante. Cada pessoa possui sua própria “casa” e tem autoridade para decidir quem pode entrar nela. Assim como ocorre no mundo natural, também acontece no espiritual. Deus nos fez uma casa e colocou em nossas mãos as chaves dela. Na porta de entrada, instalou uma fechadura que só pode ser aberta pelo lado de dentro.

 

É exatamente por isso que Jesus declara: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa...” (Apocalipse 3:20). Ao bater à porta do coração, Jesus não está tentando vender algo passageiro ou sem valor. Seu propósito é muito maior: entrar, transformar e restaurar completamente essa casa. Ele deseja remover tudo aquilo que não serve, substituir o que está deteriorado, preencher cada ambiente com Seus ensinamentos e princípios, e dar uma nova identidade ao lugar onde passa a habitar.

 

Mais do que uma simples visita, Jesus deseja deixar a marca de Sua presença. Ele sela essa casa com o Espírito Santo, para que ela não seja mais uma moradia sem direção ou aberta a qualquer influência, mas um lugar consagrado e pertencente exclusivamente a Cristo.

 

Se você ainda não entregou sua casa ao Senhor, faça isso hoje, de preferência agora mesmo. Abra a porta para Jesus entrar. Permita que Ele não seja apenas um visitante ocasional, mas o Senhor do lar, aquele que possui as chaves e exerce plena autoridade sobre sua vida e sua família. Abra a porta para Jesus. Ele continua batendo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

A UNIDADE E A HUMILDADE NO CORPO DE CRISTO

 

“Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos” (Romanos 12:16).

 

O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, já percebia em sua época os ventos contrários que sopravam no meio do povo de Deus, aquilo que hoje chamamos de Igreja. No original grego, a palavra igreja é ekklēsía, que significa “assembleia dos convocados” ou “os chamados para fora”. Os escritores do Novo Testamento adotaram esse termo para se referir ao povo reunido por Cristo.

 

Não devemos confundir, como fazem as crianças, a Igreja com um prédio. A Igreja é a comunidade dos salvos, chamada por Deus para viver de modo santo e pertencer a Jesus Cristo. Ela é um só corpo, composto por muitos membros com funções diferentes, mas igualmente importantes para o seu perfeito funcionamento, todos sob o comando da Cabeça, que é Cristo.

 

Um dia, o Senhor Jesus voltará para buscar a Sua Igreja, sua Noiva amada, para estar com Ele eternamente. Por isso, cada cristão deve desempenhar com fidelidade a função que recebeu no Corpo de Cristo, sem ambicionar posições de destaque, títulos ou honrarias.

 

Ninguém deve desejar ocupar um lugar de superioridade sobre os demais, como se alguns membros fossem mais importantes do que outros. Pelo contrário, a humildade deve caracterizar todos aqueles que servem ao Senhor, reconhecendo que cada membro possui valor e utilidade indispensáveis no propósito de Deus.

 

Seja sábio e fuja do engano da autossuficiência e do sentimento de superioridade. Trabalhe em harmonia com os demais irmãos para que o Corpo de Cristo seja saudável, bem ajustado e eficaz no cumprimento da vontade de Jesus Cristo, sua Cabeça. Somente quando cada membro exerce sua função com humildade, amor e submissão ao Senhor, a Igreja manifesta a beleza, a unidade e a maturidade que glorificam a Deus.

 

Plínio Cavalheiro. 

DECIDIR, IR E SEGUIR

 

Em nosso cotidiano, tomamos decisões que exigem ação. De que adianta fazer uma lista dos mantimentos que faltam em sua despensa, ir ao supermercado, encontrar tudo o que precisa e não colocar nada no carrinho? Você voltará para casa com a despensa vazia.

 

O mesmo acontece na vida espiritual. De nada adianta reconhecer que sua alma está vazia, decidir ir até Jesus, o alimento para a alma, e não segui-Lo. Jesus não apenas disse: “Vem”, mas também: “Segue-me” (Mateus 9:9).

 

Muitas pessoas procuram Jesus nos momentos de dor e adversidade, mas não desejam caminhar com Ele. Foi o caso do jovem rico. Quando perguntou o que deveria fazer para herdar a vida eterna, Jesus revelou o que ocupava o lugar de Deus em seu coração e lhe disse: “Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me” (Lucas 18:22).

 

O problema não era a riqueza, mas a prioridade que ela tinha em sua vida. A salvação é recebida pela graça, mediante a fé em Cristo (Efésios 2:8-9), mas a fé verdadeira nos conduz a segui-Lo. Por isso, a caminhada cristã envolve três atitudes: decidir, ir e seguir.

 

Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Examine a despensa da sua alma. Se ela estiver vazia, vá a Jesus. Mas não apenas vá; siga-O. Somente Cristo pode saciar a fome espiritual e conceder a vida abundante que prometeu. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10).

 

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O que Jesus espera de quem vai até Ele?

A) Buscar ajuda apenas nos momentos de dificuldade.
B) Frequentar uma igreja quando tiver tempo.
C) Ir até Ele e segui-Lo em obediência.
D) Resolver primeiro todos os seus problemas para depois segui-Lo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 O SEMÁFORO DE DEUS!

 

"Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos" (Salmo 32:8).

 

Se fizéssemos uma pesquisa para saber quem é contra o semáforo, acredito que a maioria esmagadora das pessoas diria que é favorável a ele, apesar do incômodo de sermos obrigados a parar quando a luz vermelha se acende, especialmente quando estamos com pressa para chegar ao nosso destino.

 

Os semáforos foram criados, entre outros benefícios, para evitar colisões, preservar vidas e organizar o trânsito. Eles garantem que motoristas e pedestres possam se deslocar com mais segurança. Por isso, somos gratos por esse importante sistema de sinalização.

 

De certa forma, Deus também utiliza algo semelhante em nossa vida espiritual, especialmente em relação às orações que fazemos. Quando apresentamos um pedido a Ele, seja qual for, é como se estivéssemos diante de um “semáforo espiritual”. Após orarmos, precisamos observar, com os olhos da fé, qual resposta Deus nos dará.

 

Assim como os motoristas preferem encontrar a luz verde acesa, nós também desejamos receber o “sim” de Deus para nossos pedidos. O verde representa a aprovação divina e a abertura do caminho.

 

Entretanto, precisamos aprender a lidar também com o amarelo e o vermelho de Deus. O amarelo nos convida à cautela, à reflexão e à paciência. Nem sempre a resposta virá no tempo que esperamos. Já o vermelho representa o “não” de Deus ou a ordem para esperar. Ele pode estar nos impedindo de seguir por um caminho, desenvolver um projeto ou tomar uma decisão que não está de acordo com Sua vontade.

 

Por isso, durante sua caminhada, esteja atento ao “semáforo” de Deus. Quando ignoramos Suas orientações, frequentemente enfrentamos consequências que poderiam ter sido evitadas. Mas quando respeitamos Sua direção, seguimos com mais segurança, sabedoria e paz.

 

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O que a luz vermelha representa no texto?

A) A necessidade de parar ou esperar a direção de Deus.

B) Uma bênção imediata.

C) Um caminho sem obstáculos.

D) Uma promessa já cumprida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

O PERIGO DO ENGANO!

 

Quanto mais conhecemos a verdade, menos espaço damos ao engano!

 

É triste imaginar alguém completamente só. Desde o princípio, Deus mostrou que o ser humano não foi criado para viver em isolamento. Ao olhar para Adão, declarou: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Criado do pó da terra e vivificado pelo sopro de Deus (Gênesis 2:7), Adão desfrutava de comunhão com o Criador e contemplava toda a Sua obra. Ainda assim, faltava-lhe uma companheira. Então Deus criou Eva, e tudo o que havia feito era “muito bom” (Gênesis 1:31).

 

O primeiro casal vivia no Jardim do Éden cercado por abundância, beleza e perfeita comunhão com Deus. Tinham tudo o que precisavam. Porém, apesar de tantos privilégios, não permaneceram obedientes à Palavra do Senhor.

 

A queda começou antes da desobediência: começou com o engano. A serpente distorceu a Palavra de Deus e misturou mentira com verdade, semeando dúvida no coração de Eva. Satanás não precisou negar totalmente o que Deus disse; bastou alterar parte da verdade.

É assim que o engano costuma agir. Muitas vezes ele se apresenta em forma de meias-verdades, que podem ser tão perigosas quanto uma mentira declarada.

 

Mas por que as pessoas são enganadas? Porque nem sempre conhecem suficientemente a verdade. Quanto menos conhecemos a Palavra de Deus, mais vulneráveis nos tornamos às distorções do inimigo. Por isso, precisamos conhecer a Verdade, que não é apenas um conjunto de ensinamentos, mas uma Pessoa. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6).

 

Quanto mais conhecemos a Palavra de Deus e permanecemos em Cristo, menos espaço damos ao engano. Conhecer a Verdade protege o coração; permanecer em Cristo nos mantém perto de Deus.

 

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De acordo com o texto, o que tornou Eva vulnerável ao engano da serpente?

A) A falta de alimento no Jardim do Éden.
B) O desejo de abandonar Deus.
C) A distorção da Palavra de Deus, que gerou dúvida em seu coração.
D) A ausência de Adão no Jardim.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

NA PRESENÇA DE DEUS, CLAME; NÃO RECLAME!

 


“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jeremias 33:3).

 

Alguém poderia perguntar: qual é a diferença entre orar e clamar?

 

Uma das diferenças, ainda que possa parecer pequena, está na intensidade. Enquanto a oração pode ser um diálogo contínuo, reverente e íntimo com Deus, o clamor é uma súplica fervorosa, um pedido de socorro que brota do coração, especialmente em momentos de grande necessidade, angústia ou aflição.

 

Mas há algo que precisamos aprender: não devemos substituir o clamor pela reclamação quando estamos na presença de Deus. As duas palavras possuem significados muito diferentes. Reclamar traz a ideia de protestar, queixar-se ou manifestar insatisfação. No contexto espiritual, pode aproximar-se da murmuração, quando passamos a questionar os caminhos, os propósitos ou a maneira como Deus está conduzindo nossa vida.

 

Foi isso que aconteceu com o povo de Israel durante a caminhada pelo deserto: “E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.” (Êxodo 16:2). O povo estava diante de dificuldades, mas, em vez de buscar a Deus em confiança, passou a murmurar.

 

Nós também podemos enfrentar momentos em que não entendemos o que Deus está fazendo. Nessas horas, precisamos discernir entre clamar e reclamar. O clamor nos aproxima de Deus; a reclamação pode nos afastar da confiança em Seus caminhos. Quando clamamos, dizemos: “Senhor, eu preciso de Ti. Socorre-me! Mostra-me o caminho!” Quando reclamamos, muitas vezes estamos dizendo: “Senhor, eu não aceito o caminho que escolheste.”

 

Em assuntos terrenos, podemos reivindicar direitos diante de autoridades e tribunais quando estes nos forem negados. Diante de Deus, porém, nossa postura deve ser de confiança, humildade e submissão, reconhecendo que Ele é justo em todos os Seus caminhos.

 

Portanto, quando a aflição chegar, não transforme sua oração em murmuração. Transforme sua angústia em clamor. Quanto mais clamamos, menos inclinados estaremos a reclamar.

Na presença de Deus, CLAME; NÃO RECLAME!

 

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De acordo com o texto, qual atitude deve caracterizar nosso relacionamento com Deus?

A.      Murmuração e descontentamento.

B.      Exigência e cobrança.

C.     Indiferença diante das dificuldades.

D.     Confiança, humildade e clamor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

SAIA DO BARCO!

 

“E Pedro respondeu-lhe: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por sobre as águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus” (Mateus 14:28-29).

 

De nada serve uma boa ideia se ela permanecer apenas na mente. Todas as invenções que trouxeram benefícios ao mundo nasceram primeiro como um pensamento. Depois, ganharam forma em pranchetas, laboratórios e oficinas, até deixarem o papel e se tornarem algo real. Uma ideia só se torna útil quando é transformada em ação.

 

O mesmo acontece com a fé. Ela nasce no coração e, pelo agir do Espírito Santo, cresce e se manifesta de forma visível. A fé verdadeira não permanece escondida; ela produz atitudes que podem ser vistas pelas pessoas.

 

Pedro é um bom exemplo disso. Ao ver Jesus andando sobre as águas, ele não se limitou a admirar o milagre à distância. Pela fé, pediu para ir ao encontro do Mestre e saiu do barco. Sua convicção transformou-se em ação, permitindo-lhe experimentar algo que jamais havia acontecido.

 

Diante disso, pergunto: quais são suas boas ideias e intenções? Não as deixe presas dentro do barco por medo ou insegurança. Se estiverem de acordo com a vontade de Deus, dê o passo necessário. Saia do barco, enfrente os desafios e permita que aqueles ao seu redor vejam a fé que há em você. Afinal, a fé que não sai do barco jamais experimentará o milagre de andar sobre as águas.

 

“A fé que move montanhas é a mesma que primeiro nos faz sair do barco.”

 

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Qual atitude demonstra uma fé que sai do barco?

A) Esperar que tudo esteja seguro e sem riscos antes de obedecer a Deus.

B) Confiar em Jesus a ponto de agir segundo Sua palavra, mesmo diante dos desafios.

C) Permanecer apenas admirando o milagre realizado por outras pessoas.

D) Acreditar em Deus, mas evitar qualquer atitude que exija confiança prática.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

PROMESSA PARA QUEM?

 

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Isaías 41:10).

 

Sabe aquelas caixinhas de promessas em que você retira um cartão e encontra um versículo, como se aquela palavra tivesse sido escolhida especialmente para a sua vida naquele momento? Não há nada de errado em ler um versículo e alegrar-se com ele. O problema está em transformar automaticamente qualquer versículo em uma promessa pessoal de Deus, sem considerar o contexto em que foi escrito.

 

O correto é ir à Bíblia, examinar o texto, conhecer seu contexto e perguntar: Para quem Deus está falando? O que Ele está dizendo? Qual era a situação daquela época? E o que esse texto pode realmente ensinar à minha vida hoje? Veja o texto de Isaías 41:10. Antes de encontrarmos essa conhecida declaração, lemos: “Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem escolhi, descendência de Abraão, meu amigo.”(Isaías 41:8).

 

Isso nos mostra claramente que, nesse contexto, Deus estava falando com Israel, seu povo escolhido. Ele estava assegurando aos israelitas que não deveriam viver dominados pelo medo, porque Ele continuava presente para fortalecê-los, ajudá-los e sustentá-los. Portanto, não podemos simplesmente retirar Isaías 41:10 de seu contexto e afirmar que Deus estava fazendo, naquele momento, uma promessa individual a cada pessoa que lesse o versículo.

 

Isso significa que o texto não pode trazer consolo para nós? De maneira alguma! A Palavra de Deus continua sendo fonte de ensinamento, esperança e fé. Porém, precisamos distinguir entre o que o texto significava originalmente e como seus princípios podem ser aplicados à nossa vida. Por isso, antes de colocar um versículo na caixinha das “promessas para mim”, é importante abrir a Bíblia e examiná-lo.

 

Algumas promessas foram dirigidas especificamente a Israel; outras estão relacionadas a situações particulares, pessoas específicas ou determinadas circunstâncias. Não podemos simplesmente transformar todas elas em promessas universais. A Bíblia não é uma caixinha mágica de promessas da qual retiramos aleatoriamente aquilo que desejamos ouvir. Ela é a Palavra de Deus, que precisa ser lida, compreendida, examinada e aplicada com responsabilidade.

 

Assim, quando encontrar uma passagem que lhe traga alegria, não fique apenas com a emoção do momento. Leia o que vem antes e o que vem depois. Descubra para quem Deus estava falando e o que Ele realmente quis comunicar. E então faça uma pergunta ainda mais importante: “O que este texto está ensinando sobre Deus e sobre a minha vida?”

 

Talvez você descubra uma promessa. Talvez encontre uma exortação. Talvez seja confrontado com uma verdade que não esperava encontrar. Em todos esses casos, haverá algo precioso: a oportunidade de conhecer melhor a vontade de Deus por meio de Sua Palavra. Não procure na Bíblia apenas uma promessa que combine com aquilo que você deseja ouvir. Procure a verdade que Deus deseja ensinar.

 

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Qual é a maneira correta de interpretar uma promessa bíblica?

🔘 A) Todo versículo da Bíblia é uma promessa pessoal e direta para qualquer pessoa.

🔘 B) Basta sentir paz ao ler um versículo para ter certeza de que ele foi escrito especialmente para mim.

🔘 C) É necessário analisar o contexto, identificar para quem Deus estava falando e então aplicar os princípios do texto à nossa vida.

🔘 D) As promessas dirigidas a pessoas ou povos específicos podem ser aplicadas automaticamente a qualquer situação atual.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

ANDAR DIGNAMENTE!   “Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo ...