O MÁGICO DAS TREVAS!

 

Você já se encantou ao assistir, ao vivo ou pela televisão, à apresentação de um mágico ou ilusionista? Na prática, ambos exercem a mesma arte: surpreender e impressionar. Seus espetáculos deixam a plateia de queixo caído, olhos arregalados e admirada diante de cenas que parecem desafiar a lógica.

 

Esses profissionais são especialistas em criar ilusões. Muitos chegam a convencer o público de que possuem poderes extraordinários, quando, na realidade, utilizam técnicas, habilidades e truques cuidadosamente elaborados para produzir uma percepção distorcida da realidade. Afinal, ninguém é capaz de retirar verdadeiramente um coelho de uma cartola vazia.

 

De certa forma, o diabo atua como o maior ilusionista deste imenso palco chamado mundo, tendo o ser humano como alvo de seus enganos. Sua especialidade não é tirar coelhos de cartolas, mas apresentar o pecado com aparência de virtude, a mentira com aparência de verdade e o caminho da destruição como se fosse a estrada da felicidade. A Bíblia o descreve como enganador e pai da mentira (João 8:44).

 

Desde o Jardim do Éden, sua estratégia permanece a mesma: distorcer a verdade de Deus para levar as pessoas a acreditarem em suas falsas promessas. Sua maior ilusão talvez seja convencer o ser humano de que é possível viver sem Deus, ignorar Sua vontade e, ainda assim, não sofrer as consequências dessa escolha.

 

Por isso, não compre ingresso para os espetáculos do grande ilusionista. Não se deixe seduzir por seus truques nem pelos inúmeros colaboradores que propagam suas mentiras. Quando perceber uma de suas armadilhas diante de seus olhos, passe de largo.

 

Em vez disso, firme seus olhos em Cristo Jesus, que não apenas fala a verdade, mas é a própria Verdade (João 14:6). Quem caminha com Ele não vive de ilusões, mas desfruta da segurança, da liberdade e da vida que somente a verdade de Deus pode oferecer.

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Em sua opinião, qual é o foco principal do circo das trevas?

a)      Fazer a mentira parecer verdade.

b)      Fazer o erro parecer certo.

c)      Fazer o homem esquecer de Deus.

d)      Fazer o pecado parecer bom.

e)      Todas as alternativas são validadas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

O AMANHÃ DE DEUS COMEÇA HOJE!

 

“Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3:5).

 

Praticamente tudo na vida se desenvolve por meio de um processo. Dependendo do objetivo que buscamos, só o alcançamos mediante esforço, perseverança e dedicação ao longo do tempo. Por exemplo, alguém que decide tornar-se médico. A decisão nasce em um determinado momento, mas a conclusão dessa jornada ocorre anos depois, após passar por diversas etapas de aprendizado, muitas horas de estudo, dedicação aos livros e aprendizado com professores e profissionais experientes. Em muitas áreas da vida, o preparo antecede a capacitação.

 

De modo semelhante, a santificação do cristão também envolve uma decisão diária de buscar a Deus e de viver em obediência à Sua Palavra. Trata-se de um processo contínuo de transformação realizado pelo Espírito Santo na vida daqueles que se rendem ao Senhor. Essa caminhada exige disposição, perseverança, disciplina espiritual e o firme propósito de não se desviar do caminho traçado por Deus.

 

Quando Josué declarou ao povo: “Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós”, ele estava convocando Israel a preparar o coração para aquilo que Deus realizaria. Observe que havia uma ordem antes da manifestação do milagre: o povo deveria separar-se para Deus, reconhecendo Sua santidade e colocando-se em posição de obediência diante dEle.

 

O “amanhã” mencionado por Josué não significa necessariamente que Deus estivesse aguardando que o povo alcançasse uma santidade perfeita para então agir. Na verdade, revela que havia um tempo de preparação antes da intervenção divina. Deus desejava que Seu povo estivesse espiritualmente atento, reverente e disposto a segui-Lo quando chegasse o momento de contemplar Suas maravilhas.

 

Essa verdade continua atual. Deus continua operando maravilhas, mas espera de nós um coração consagrado, disposto a obedecer e a caminhar segundo a Sua vontade. Quanto mais nos aproximamos dEle, mais preparados estaremos para reconhecer Sua ação e participar daquilo que Ele deseja realizar em nossas vidas.

 

A santificação não compra o favor de Deus nem produz os milagres por si mesma; ela nos coloca em uma posição de comunhão, sensibilidade e obediência diante daquele que, por Sua graça, continua realizando maravilhas no meio do Seu povo.

 

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Você acredita que Deus ainda realiza maravilhas hoje?

1.       Sim, todos os dias

2.       Sim, mas às vezes duvido

3.       Estou aprendendo a acreditar

4.       Quero experimentar isso mais profundamente

 

Plínio.

  

 AS CORRENTES QUE SÓ JESUS QUEBRA!

Convido você a refletir comigo sobre o relato do homem de Gadara por um ângulo diferente.

Esse extraordinário acontecimento, registrado nos três Evangelhos Sinóticos (Mateus 8:28-34; Marcos 5:1-20; Lucas 8:26-39), desperta em nós sentimentos de temor, admiração, compaixão e, acima de tudo, fortalece nossa fé no poder de Jesus Cristo.

 

Em poucas palavras, encontramos um homem em completa miséria espiritual, física e social. Dominado por uma legião de demônios, vivia entre os sepulcros, isolado da sociedade, atormentado dia e noite e dotado de uma força sobrenatural que ninguém conseguia conter. Correntes e grilhões eram incapazes de prendê-lo, revelando que nenhum recurso humano podia libertá-lo de sua escravidão espiritual.

 

Tudo muda quando Jesus entra em cena. Os demônios reconheceram imediatamente a autoridade absoluta de Cristo e clamaram: "Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?" (Marcos 5:7). Bastou uma única ordem de Jesus para que toda aquela legião abandonasse o homem, que passou a desfrutar de uma vida completamente transformada.

 

Esse relato nos leva a uma importante reflexão. Primeiro, o gadareno retrata a condição do ser humano escravizado pelo pecado e incapaz de libertar-se por suas próprias forças. Embora nem todas as pessoas estejam possessas por demônios, todas necessitam da libertação que somente Cristo pode oferecer.

 

Segundo, Satanás e seus demônios continuam atuando neste mundo, procurando aprisionar vidas por meio do pecado, do engano e da destruição. Nenhum poder humano é suficiente para vencê-los. Somente Jesus Cristo possui autoridade absoluta sobre as forças das trevas.

 

Terceiro, a boa notícia é que Jesus continua libertando todos aqueles que se aproximam dEle com fé. O mesmo Cristo que restaurou o homem de Gadara permanece poderoso para quebrar as correntes espirituais, perdoar pecados e transformar vidas.

 

Após sua libertação, Jesus deu ao antigo gadareno uma missão: voltar para sua casa e anunciar tudo o que Deus havia feito por ele. O homem obedeceu e passou a proclamar essa maravilhosa notícia por toda a região da Decápolis.

 

Essa também é a missão de todo aquele que foi alcançado pela graça de Deus: testemunhar o poder transformador de Jesus. Se você ainda sente o peso das correntes do pecado, da culpa, dos vícios ou da opressão espiritual, corra para Jesus. Aquele que libertou o homem de Gadara continua libertando vidas hoje. E a Palavra de Deus permanece verdadeira: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:36)

 

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Depois de ser liberto, qual foi a primeira missão dada por Jesus ao gadareno?

A.      Tornar-se um dos doze discípulos.

B.      Acompanhar Jesus em suas viagens.

C.     Voltar para casa e anunciar tudo o que Deus havia feito por ele.

D.     Permanecer vivendo em Gadara.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A DIFERENÇA ENTRE O DITADO E A ESCRITURA

 

Você provavelmente já ouviu inúmeras vezes o ditado: "Deus escreve certo por linhas tortas." Muitos chegam até a acreditar que essa frase está na Bíblia. No entanto, trata-se apenas de um ditado popular, e não de um ensino das Escrituras.

 

Além de não ser bíblico, esse ditado pode transmitir a ideia equivocada de que Deus utiliza o mal, o pecado ou a injustiça como instrumentos para realizar sua perfeita vontade. A Bíblia, porém, apresenta um Deus absolutamente santo, justo e perfeito, cujos caminhos jamais são tortuosos.

 

Moisés declara: "Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é." (Deuteronômio 32:4). Davi confirma a mesma verdade: "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam." (Salmo 18:30).

 

Esses textos desmontam a tese do ditado popular. Deus não precisa de "linhas tortas" para cumprir seus propósitos, pois todos os seus caminhos são retos, santos e perfeitos. Sua santidade é incompatível com qualquer ideia de que o mal faça parte de seu método de agir.

 

Isso, entretanto, não significa que Deus seja indiferente às "linhas tortas" da humanidade. A Bíblia ensina que o ser humano nasce marcado pela corrupção do pecado e, por isso, necessita da graça de Deus para ser restaurado. Davi reconheceu essa realidade ao confessar: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe." (Salmo 51:5). Davi não estava afirmando que sua mãe pecou ao concebê-lo, mas reconhecendo que, desde o nascimento, fazia parte de uma humanidade atingida pelo pecado.

 

É justamente nesse ponto que se revela a maravilhosa graça de Deus. Ele não escreve sua vontade por "linhas tortas"; ao contrário, encontra homens e mulheres cuja vida foi entortada pelo pecado e, por meio de Jesus Cristo, endireita seus caminhos, transforma seu caráter e lhes concede a justiça que jamais poderiam alcançar por si mesmos.

 

Portanto, seria mais fiel às Escrituras afirmar que Deus não escreve certo por linhas tortas; Ele escreve sempre por linhas retas, mas, em sua infinita graça, endireita as linhas tortas que o pecado traçou na vida do ser humano. Essa é a verdadeira obra da redenção: não fazer uso do pecado, mas vencer o pecado por meio da cruz de Cristo e conduzir o pecador ao caminho da justiça e da vida eterna.

 

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Qual destas frases está mais de acordo com a Bíblia?

A) Deus escreve certo por linhas tortas.

B) Deus usa o mal para cumprir seus planos.

C) Deus escreve sempre por linhas retas e endireita as vidas tortas pelo pecado.

D) Deus precisa do pecado para manifestar sua graça.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 ENQUANTO HÁ VIDA, HÁ PROPÓSITO

 

“Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai para a terra que eu te mostrarei. Farei de ti uma grande nação, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.” (Gênesis 12:1,2).

 

No Brasil, atualmente, as regras da aposentadoria pelo INSS estabelecem, de modo geral, a idade mínima de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, observados também os demais requisitos previstos em lei.

 

Depois de décadas de trabalho, esse momento deveria ser marcado por tranquilidade e satisfação. Entretanto, para muitas pessoas, a aposentadoria acaba sendo motivo de preocupação e frustração. Ao tomar conhecimento do valor do benefício que receberão, muitos aposentados percebem que sua renda sofrerá uma redução significativa, o que exige mudanças no padrão de vida e provoca impactos financeiros, emocionais e até psicológicos.

 

Na tentativa de complementar a renda, muitos atualizam seu currículo e saem, incansavelmente, em busca de uma nova oportunidade de trabalho. Em diversos casos, acabam aceitando funções bem diferentes daquelas para as quais foram preparados ou nas quais adquiriram experiência ao longo da vida.

 

Essa é a realidade do sistema humano. No Reino de Deus, porém, a lógica é completamente diferente. O Senhor não estabelece idade para chamar, usar ou capacitar alguém. Ele não aposenta seus servos nem mede a utilidade de uma pessoa pela quantidade de anos que ela possui, mas pela disposição do seu coração. Enquanto houver vida, haverá propósito.

 

As Escrituras apresentam inúmeros exemplos dessa verdade. Abraão foi chamado aos 75 anos e tornou-se pai da nação escolhida por Deus. Moisés tinha 80 anos quando recebeu a missão de libertar Israel do Egito. Calebe, aos 85 anos, ainda pedia novos desafios e conquistava montanhas. Ana, aos 84 anos, servia fielmente no templo e foi uma das primeiras pessoas a reconhecer o Messias. O apóstolo João, já em idade avançada, recebeu a extraordinária revelação do Apocalipse.

 

No Reino de Deus, ninguém é descartado por causa da idade. Para o Senhor, o que realmente importa não é a juventude do corpo, mas a fidelidade do coração. Deus continua chamando homens e mulheres para a sua obra, independentemente da fase da vida em que se encontram.

 

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Qual destas afirmações é verdadeira?

A) Deus usa apenas pessoas jovens.
B) Depois de certa idade Deus deixa de chamar pessoas.
C) Deus chama pessoas de todas as idades.
D) A idade determina o ministério.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

A CARTA QUE A MODERNIDADE NUNCA CONSEGUIU SUBSTITUIR

 

“Mas, como está escrito nas Sagradas Escrituras: "Ninguém jamais conseguiu ver, ouvir e até mesmo imaginar o que Deus preparou para aqueles que o amam. Mas, Deus revelou isso para nós, por meio do Espírito, pois o Espírito mergulha nas profundezas de Deus”. (1 Coríntios 2:9,10).

 

Durante muito tempo, as cartas foram o principal meio de comunicação entre as pessoas. Quem tinha acesso a uma máquina de escrever precisava aprender datilografia para produzir textos bem apresentados e sem erros. A maioria da população, porém, escrevia à mão, procurando manter uma caligrafia bonita e legível para que o destinatário compreendesse facilmente a mensagem.

 

Quem nunca viveu a expectativa de receber uma carta? Era difícil conter a ansiedade enquanto se aguardava a chegada do carteiro, principalmente quando a correspondência vinha de alguém especial: um familiar distante, um grande amigo ou um namorado(a). Cada envelope carregava a emoção da espera, a alegria da notícia e o carinho de quem dedicou tempo para colocar seus sentimentos no papel. Muitas dessas cartas eram lidas e relidas inúmeras vezes.

 

O tempo passou. O avanço da tecnologia transformou profundamente a forma como nos comunicamos. E-mails, aplicativos de mensagens e redes sociais praticamente substituíram as cartas, fazendo com que esse antigo hábito fosse atropelado pela modernidade como um rolo compressor. Hoje, a velha e saudosa carta tornou-se uma lembrança de outros tempos, preservada mais na memória das pessoas e nos museus do que no cotidiano.

 

Entretanto, há uma mensagem que jamais se tornou ultrapassada: a Bíblia Sagrada. Embora tenha sido escrita há séculos, ela continua viva, atual e poderosa, porque é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo. Entre suas preciosas declarações está esta promessa extraordinária: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus preparou para aqueles que o amam."

 

Se alguém ler apenas esse versículo, poderá concluir que os planos de Deus são completamente inacessíveis ao ser humano. No entanto, o versículo seguinte completa o pensamento de Paulo e muda completamente a perspectiva: "Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito, porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus."

 

A mensagem é clara: as verdades de Deus não são descobertas apenas pela inteligência humana; elas são reveladas pelo Espírito Santo àqueles que se aproximam de Deus com humildade e disposição para aprender. Por isso, ao abrir sua Bíblia, de preferência a tradicional edição impressa, longe das distrações das telas, não se limite a ler um versículo isolado nem tire conclusões precipitadas. Leia o contexto, compreenda o propósito do autor e permita que o Espírito Santo ilumine seu entendimento. Somente assim a mensagem será compreendida em sua plenitude, exatamente como Deus deseja que ela seja.

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Qual é a melhor forma de interpretar corretamente um texto bíblico?

A) Ler apenas o versículo mais conhecido.

B) Ouvir apenas a opinião de outras pessoas.

C) Ler o texto dentro do seu contexto.

D) Escolher versículos ao acaso.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 ENTRE O MILAGRE E A MURMURAÇÃO!

 

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?” (Êxodo 15:23,24).

 

Se eu fosse escrever um livro, além da Bíblia Sagrada, que narra com perfeição a extraordinária jornada dos israelitas desde a saída do Egito até a entrada em Canaã, eu o classificaria como uma narrativa histórica permeada por profundas reflexões espirituais e lhe daria o título “Entre o Egito e Canaã”.

 

Meu propósito seria conduzir o leitor a uma verdadeira viagem no tempo, convidando-o a mergulhar nas páginas dessa história e a sentir-se parte de uma das mais fascinantes narrativas das Escrituras. Mais do que acompanhar os acontecimentos, o leitor seria levado a experimentar as emoções daquele povo: a alegria da libertação, o medo diante das dificuldades, a tristeza, a rebeldia, a esperança e a expectativa de alcançar a promessa de Deus.

 

Um dos aspectos mais marcantes dessa caminhada foi a constante murmuração do povo. Ela não surgiu por acaso. A murmuração nasce quando o coração permite que o descontentamento, a incredulidade, a impaciência ou a rebeldia ocupem o lugar da confiança. O mais grave é que, muitas vezes, o ser humano atribui a Deus a culpa pelas circunstâncias que enfrenta, esquecendo-se de tudo o que Ele já realizou.

 

Apenas três dias antes, os israelitas haviam testemunhado um dos maiores milagres da história: o Mar Vermelho se abrira diante deles, proporcionando-lhes livramento, enquanto o exército egípcio era destruído. Entretanto, bastou encontrarem uma fonte de águas amargas para que a gratidão desse lugar à reclamação. A dificuldade momentânea foi suficiente para obscurecer a memória dos grandes feitos de Deus, e, em vez de recorrerem a Ele em oração, procuraram alguém para responsabilizar por sua frustração.

 

Essa narrativa nos convida a uma sincera reflexão. Quantas vezes também nos parecemos com os israelitas? Depois de experimentarmos inúmeras bênçãos, permitimos que uma única adversidade domine nossos pensamentos e nos faça esquecer da fidelidade de Deus. Com facilidade nos lembramos das águas amargas de Mara, mas nos esquecemos do Mar Vermelho que Deus já abriu em nosso favor.

 

Que o Senhor nos conceda um coração grato, capaz de recordar diariamente os milagres que Ele já realizou, reconhecer aqueles que continua realizando e confiar, com esperança, nos que ainda realizará. Afinal, quem transformou as águas amargas de Mara em águas doces continua sendo o mesmo Deus que transforma a amargura das nossas circunstâncias em testemunhos de Sua doce graça.

 

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Se você estivesse entre os israelitas em Mara, qual acha que seria sua primeira reação?

A.      Confiaria que Deus faria outro milagre.

B.      Ficaria preocupado, mas oraria.

C.      Murmuraria como a maioria.

D.      Não sei como reagiria.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 QUE CARTA JESUS ESCREVERIA A VOCÊ?

 

Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos” (Apocalipse 2:2).

 

Em nome da ética, do bom senso e da delicadeza, muitas vezes vemos pessoas percorrerem longos caminhos para chegar a um ponto que, na realidade, estava a poucos metros de distância. Dão voltas e mais voltas, fazem verdadeiros zigue-zagues e preenchem páginas e páginas para comunicar algo que poderia ser dito com uma frase curta, direta e objetiva.

 

Um exemplo simples é o de um patrão que decide dispensar um funcionário por causa de um erro cometido. Ao chamá-lo para uma conversa, começa destacando suas qualidades: sua lealdade, pontualidade, dedicação e competência. Chega até mesmo a elogiar sua família. No entanto, o verdadeiro objetivo daquela conversa não é enaltecer suas virtudes, mas comunicar sua demissão. Depois de tantos elogios, vem a frase que muda completamente o rumo da conversa: “Você é tudo isso, mas...”.

 

Diante disso, podemos perguntar: de que adiantaram tantos elogios se o desfecho foi triste e constrangedor? Ao escrever à igreja de Éfeso por meio do apóstolo João, no livro do Apocalipse, Jesus apresenta uma situação semelhante. Primeiro, Ele reconhece e elogia as virtudes daquela igreja: seu trabalho, perseverança, fidelidade doutrinária e resistência diante das dificuldades. Contudo, após os elogios, vem a solene advertência: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:4).

 

Os elogios eram verdadeiros, mas não anulavam o problema que precisava ser corrigido. A igreja realizava muitas coisas certas, porém havia se afastado da paixão, da devoção e do amor que caracterizavam seus primeiros dias com Cristo.

 

Essa mensagem também serve para nós. Como servos de Deus, devemos viver de maneira que o Senhor não precise nos dizer: “Mas tenho contra você...”, “Porém há algo que precisa ser corrigido...”. É maravilhoso receber o reconhecimento do Senhor, mas é ainda melhor viver de modo que não haja necessidade de uma advertência.

 

Assim como as sete igrejas da Ásia receberam cartas do Senhor, que eu e você também possamos receber uma carta dEle sem o triste “porém”. Que nela encontremos palavras de aprovação, encorajamento e alegria por tudo aquilo que realizamos para Sua glória e por amor ao Seu nome. Que o Senhor se agrade de nossa fé, de nossa perseverança e de nossa dedicação, e que nossa vida reflita um relacionamento vivo e sincero com Ele.

 

Plínio.

 

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Qual destas frases você menos gostaria de ouvir de Jesus?

🔘 “Tenho, porém, contra ti...”
🔘 “Abandonaste o teu primeiro amor.”
🔘 “Arrepende-te.”
🔘 “Não te conheço.”

 

Plínio Cavalheiro - capelão.

VOCÊ SERÁ LEVADO OU DEIXADO?

 

“Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.” (Mateus 24:40-42).

 

Vivemos como se estivéssemos presos a uma gigantesca agenda repleta de datas, horários, semanas, meses e anos, acreditando que podemos controlar os acontecimentos da vida. Fazemos planos, estabelecemos metas e organizamos o futuro. No entanto, a realidade nos lembra diariamente que apenas o presente está ao nosso alcance. O futuro permanece envolto em incertezas, pois ninguém conhece plenamente o amanhã.

 

O amanhã pertence a Deus. Nós sonhamos, trabalhamos e planejamos, mas somente o Senhor conhece cada detalhe do que está por vir. Por isso, mais importante do que tentar desvendar o futuro é estar preparado para aquilo que Jesus afirmou que certamente acontecerá, embora em dia e hora desconhecidos: Ele voltará.

 

Ao registrar as palavras de Cristo, Mateus nos confronta com a seriedade desse acontecimento. Quando Jesus declara que “estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro”, Ele nos alerta para uma realidade inevitável: haverá uma separação definitiva entre aqueles que pertencem a Deus e aqueles que rejeitaram Sua graça. Na perspectiva do arrebatamento da Igreja, os salvos serão reunidos com Cristo, enquanto os demais permanecerão.

 

Essa verdade não foi revelada para alimentar especulações sobre datas, mas para despertar vigilância, fé e santidade. Por isso, viva cada dia como quem aguarda a volta do Senhor. Entregue o amanhã nas mãos de Deus, seja fiel no presente e descanse na certeza de que Ele continua soberano sobre todas as coisas.

 

Se Cristo voltasse hoje, você estaria entre aqueles que seriam recebidos por Ele? Que essa pergunta encontre uma resposta segura em sua fé, em sua comunhão com Deus e em sua esperança na promessa da Sua volta.

 

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Se Jesus voltasse hoje, como você se sentiria?

🔘 Alegre e preparado para encontrá-Lo.
🔘 Em paz, mas consciente de que preciso crescer espiritualmente.
🔘 Preocupado, pois há áreas da minha vida que preciso entregar a Deus.
🔘 Não sei como responder.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 BEM-AVENTURADA A CIDADE QUE BUSCA A DEUS.

 

Parabéns, Campinas, 252 anos: motivo de gratidão, oração e esperança.

 

“E procurai a paz da cidade para onde vos fiz transportar, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.” (Jeremias 29:7).

 

Campinas é a minha cidade natal. Pela graça de Deus, nasci aqui em 1945 e tive o privilégio de acompanhar parte da história desta grande metrópole brasileira. Naquela época, Campinas contava 170 anos de existência; hoje, celebra 252 anos de uma trajetória marcada por trabalho, desenvolvimento e conquistas.

 

Pouca gente sabe, e eu mesmo não sabia até recentemente, que Campinas abriga o Sirius, uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. Trata-se de um gigantesco acelerador de partículas utilizado por cientistas do Brasil e de diversos países para pesquisas nas áreas de saúde, tecnologia, energia e novos materiais. É uma das maiores e mais importantes estruturas científicas já construídas em nosso país, colocando Campinas em posição de destaque no cenário internacional da pesquisa.

 

A cidade também possui uma história de prosperidade. No século XIX, graças à riqueza produzida pelo café, recebeu o título de “Princesa d'Oeste”, tornando-se um dos principais centros econômicos do Brasil.

 

Entretanto, por mais importantes que sejam as conquistas econômicas, científicas e culturais, elas jamais substituem aquilo que é essencial: o reconhecimento da soberania de Deus. Muitas pessoas depositam sua confiança apenas no progresso, no poder, no dinheiro ou em valores passageiros, esquecendo-se daquele de quem procedem toda boa dádiva e todo dom perfeito.

 

Como cristãos, somos chamados não apenas a desfrutar dos benefícios de nossa cidade, mas também a interceder por ela. Devemos orar para que Campinas seja conhecida não somente por sua riqueza, sua ciência ou sua influência, mas também por seu compromisso com a verdade, a justiça e os valores do Reino de Deus. A Palavra do Senhor nos lembra: “Se o Senhor não edificar a cidade, em vão trabalham os que a edificam.”
(Salmo 127:1).

 

Que neste aniversário de Campinas possamos agradecer a Deus por sua história, por seu povo e por suas realizações. E que também possamos orar para que cada vez mais campineiros reconheçam o Senhor como fonte de toda sabedoria, proteção e salvação verdadeira e prosperidade.

 

Uma cidade é verdadeiramente bem-aventurada quando busca a Deus, honra a Sua Palavra e deposita sua confiança nAquele que reina soberanamente sobre todas as coisas.

Convido você a se unir a mim nesta declaração de fé, proclamando em alto e bom som: “AMÉM, SENHOR! ASSIM SEJA! Tu és soberano sobre toda a criação. O Senhor é infinitamente maior do que qualquer obra humana, tecnologia, poder ou conquista. Toda honra, toda glória e todo domínio pertencem somente a Ti, hoje e para sempre!”

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

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 QUEM TEM A CHAVE DA SUA CASA?

Vamos imaginar uma situação hipotética. Imagine que você é uma pessoa de classe média. Tem um bom emprego, uma família abençoada, filhos, um carro, uma mesa sempre abastecidos e mora em uma bela casa, cuidadosamente mobiliada. Sua rotina é tranquila e confortável. Afinal, por que mudar aquilo que está dando certo?

 

Certo dia, você chega em casa assoviando uma bela canção. Coloca a mão na maçaneta, abre a porta e se depara com uma cena inacreditável: um desconhecido, malvestido, malcheiroso, usando sapatos furados, está confortavelmente sentado em seu sofá, com os pés sobre a mesa de centro, fumando um charuto de odor insuportável.

 

Qual seria sua reação? Nem é preciso ser psicólogo ou possuir um QI elevado para saber a resposta. Você imediatamente ordenaria que aquele intruso saísse de sua casa e faria todo o necessário para retirá-lo dali imediatamente.

 

Certamente você não negociaria com ele dizendo: "Meu caro, vá até o meu banheiro, tome um banho, escolha uma roupa no meu guarda-roupa, volte para se acomodar neste confortável sofá e, para provar minha amizade, aqui está uma cópia da chave da minha casa, assim, da próxima vez você nem vai precisar pular a janela."

 

Uma atitude assim seria completamente absurda e desvairada. Essa ilustração nos leva a uma importante verdade espiritual. Deus nos presenteou com inúmeras bênçãos e, acima de tudo, criou-nos para sermos Sua habitação. A Bíblia declara que somos o templo do Espírito Santo. Nosso coração deve estar limpo, santificado e preparado para a presença de Deus, jamais para abrigar um intruso.

 

O homem sentado no sofá representa Satanás. Seu objetivo é invadir, ocupar espaço, roubar nossa paz, nossa comunhão com Deus e, se possível, dominar nossa própria "casa". Ele raramente entra pela porta da frente; normalmente procura uma brecha, uma porta mal fechada ou uma janela descuidada.

 

Por isso, examine diariamente as fechaduras do seu coração. Não entregue as chaves da sua vida ao pecado, às tentações ou às influências que o afastam de Deus. Permita que apenas o Espírito Santo tenha livre acesso à sua casa interior.

 

Quem guarda a porta do coração desfruta da verdadeira paz. "Acima de tudo, guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida." (Provérbios 4:23). E lembre-se também das palavras de Jesus: "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." (João 10:10).

 

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Na sua opinião, qual é a principal porta pela qual Satanás consegue entrar na "casa" (coração) de um cristão?

A.      O orgulho e a autoconfiança.

B.      Pequenos pecados tolerados diariamente.

C.      A falta de comunhão com Deus (oração e Palavra).

D.      Todas as alternativas podem se tornar a porta de entrada.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 OBITUÁRIO

 


No Brasil, a comunicação oficial do óbito é regulamentada por lei. Contudo, enquanto esse dia não chega para cada um de nós, as estatísticas de sobrevivência jamais significam garantia de vida sem interrupção.

 

Nada há contra a ciência e seus avanços. Pelo contrário, devemos agradecer a Deus pelas pesquisas, pelos tratamentos, pelos medicamentos e pelos modernos equipamentos que têm contribuído para prolongar e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Entretanto, permanece uma realidade incontestável, confirmada pela experiência humana, pela história e, principalmente, pela Palavra de Deus: o ser humano é finito.

 

A Bíblia afirma que nossa vida é como um vapor que aparece por um instante e logo se dissipa (Tiago 4:14). Nenhum medicamento, por mais eficaz que seja, poderá impedir que um dia a morte física alcance todos os seres humanos.

 

Entretanto, existe uma notícia extraordinária. Deus providenciou o único meio capaz de livrar o homem da morte eterna. Esse meio não é um medicamento, mas uma Pessoa: Jesus Cristo.

 

Na cruz do Calvário, Cristo ofereceu Seu próprio corpo e derramou Seu sangue para conceder perdão, reconciliação com Deus e vida eterna a todos os que creem nEle. Quando Jesus declarou que era necessário comer da Sua carne e beber do Seu sangue (João 6:53-56), falava em sentido espiritual, convidando-nos a recebê-Lo pela fé, apropriando-nos do sacrifício realizado em nosso favor.

 

Se você ainda não entregou sua vida a Cristo, faça isso hoje. Não adie a decisão mais importante da sua existência. Pela fé, aproxime-se da cruz, receba o perdão oferecido por Jesus e seja imunizado, não contra a morte física, que alcança a todos, mas contra a morte eterna, pois Ele mesmo prometeu: "Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna; não entra em condenação, mas passou da morte para a vida." (João 5:24)

 

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Qual destas verdades mais o faz refletir?

a)       A vida é breve.

b)       A morte é inevitável.

c)       A ciência prolonga a vida, mas não vence a morte.

d)       Somente Cristo oferece a vida eterna.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 O CUIDADO DO PAI

 


"Até à vossa velhice eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; eu o fiz, eu vos levarei, eu vos trarei e vos salvarei" (Isaías 46:4).

 

Falar sobre as mais extraordinárias criações de Deus não é tarefa fácil. Dependendo da circunstância, cada uma delas pode revelar sua importância de maneira singular.

 

Façamos uma comparação com três  invenções da humanidade: o avião, a energia elétrica e uma simples boia inflável. Em condições normais, talvez o avião ou a eletricidade pareçam muito mais importantes. No entanto, se você estiver prestes a se afogar, qual delas se tornará a mais valiosa naquele momento? Sem dúvida, aquela simples boia, cheia apenas de ar, passará a representar a esperança de continuar vivendo.

 

Agora, voltemos nossos olhos para a criação de Deus. Entre os animais, qual filhote recebe um dos mais impressionantes exemplos de proteção paterna? Se você pensou no pinguim-imperador, acertou. Depois que a fêmea põe o ovo, o macho o mantém cuidadosamente sobre os pés, protegido por uma dobra de pele durante cerca de dois meses, enfrentando o rigoroso inverno da Antártida. Nesse período, suporta temperaturas extremas, ventos intensos e permanece em jejum, tudo para preservar a vida do filhote até o retorno da mãe.

 

Se um simples pinguim é capaz de demonstrar tamanha dedicação e sacrifício para proteger sua cria, quanto mais o nosso Deus! Seu cuidado, Sua proteção, Sua provisão, Seu amor e, acima de tudo, Sua salvação é incomparáveis. Diferentemente de qualquer ser criado, Deus possui atributos exclusivos: Ele é onipotente, onisciente e onipresente. Seu poder não conhece limites, Seu conhecimento é perfeito e Sua presença alcança todos os lugares. Esses atributos se manifestam continuamente em favor daqueles que O amam e que, pela fé em Cristo, foram recebidos como Seus filhos.

 

Que conforto saber que jamais estaremos sob um cuidado maior do que o cuidado do nosso Pai celestial. Aquele que sustenta o universo é o mesmo que vela por cada detalhe da vida de Seus filhos.

 

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Qual exemplo mais lhe impressionou na reflexão?

A.      A boia que salva quem está se afogando.

B.      O cuidado do pinguim-imperador com seu filhote.

C.      O cuidado incomparável de Deus por Seus filhos.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 O SUPREMO MAESTRO!            

Quem escreve a partitura da sua vida?

 


Apesar de não ser maestro, mas apenas de ter atuado como empresário no ramo de instrumentos musicais, estou muito longe de alcançar a extraordinária capacidade que um maestro possui de perceber uma única nota inadequada em meio a uma orquestra e diante de um teatro repleto de ouvintes e amantes da música.

 

O maestro não escuta apenas dezenas de instrumentos tocando ao mesmo tempo. Em sua mente, ele conhece perfeitamente a estrutura da obra e compara, a cada instante, o que deveria soar com aquilo que realmente está sendo executado. Nada desvia sua atenção, nem mesmo os aplausos da plateia enquanto a música segue seu curso. Isso é possível porque ele possui um ouvido treinado, uma percepção refinada e profundo conhecimento da partitura.

 

Da mesma forma, os cristãos são chamados a educar seus ouvidos espirituais para reconhecer a voz e os padrões do Supremo Maestro, Deus. Em um mundo repleto de ruídos, vozes conflitantes e melodias sedutoras, precisamos discernir aquilo que está em perfeita harmonia com a Sua Palavra, sem nos deixarmos confundir pelos sons desafinados deste século.

 

Quando Deus espera que toquemos um "sol", não devemos insistir em tocar uma “ré”. Em outras palavras, somos chamados a viver em obediência à Sua vontade, e não conforme nossos próprios impulsos.

 

Há ainda um detalhe importante: uma única nota fora da harmonia, do ritmo ou da dinâmica logo chama a atenção do maestro. Assim também acontece em nossa caminhada espiritual. O Deus que pacientemente nos ensina, nos corrige e nos aperfeiçoa percebe quando nossa vida se distancia da partitura que Ele escreveu em Sua Palavra. Seu propósito, porém, não é nos constranger, mas nos restaurar, para que voltemos a produzir uma melodia que glorifique o Seu nome.

 

Que cada um de nós permaneça atento ao compasso do Supremo Maestro, permitindo que o Espírito Santo afine nossa vida diariamente, para que toda a nossa existência seja uma canção de louvor ao Senhor. Disse Jesus: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem." (João 10:27).

 

Fazendo uma analogia com João 10:27, poderíamos imaginar o Supremo Maestro dizendo: "Meus músicos ouvem atentamente minha direção, compreendem a partitura, seguem fielmente o meu compasso, e nenhum deles passa despercebido aos meus olhos enquanto a sinfonia que lhes confiei não chega ao seu grandioso final."

 

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Se o Supremo Maestro ouvisse sua "melodia espiritual" hoje, ela estaria:

1.       Em harmonia com Sua Palavra.

2.       Precisando de alguns ajustes.

3.       Bastante desafinada.

4.       Necessitando de um novo começo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 TUDO VAI BEM!

 

"Vai tudo bem contigo?... Ela respondeu: 'Tudo vai bem” (2 Reis 4:26).

 

Você gosta de ouvir histórias? Eu, quando criança, amava quando um de meus parentes nos visitava e contava histórias interessantes. Mais tarde, quando me casei e tive três filhas, fiz o mesmo com elas. Começava uma história e contava um trecho por dia para criar nelas expectativa. Hoje, já sendo vovô, quero compartilhar uma história bíblica que, na minha ótica, é profundamente impactante.

 

Nos dias do profeta Eliseu, havia uma mulher Sunamita, cujo nome não é mencionado nas Escrituras. Anos depois, ela foi surpreendida pela maior tragédia que uma mãe poderia enfrentar. Seu único filho, enquanto estava no campo com o pai, começou a sentir fortes dores de cabeça. Foi levado às pressas para casa e, mesmo recebendo os cuidados da mãe, morreu em seus braços.

 

O mais impressionante dessa história é a atitude dessa mulher. Com o coração despedaçado, ela não se entregou ao desespero. Colocou o corpo do filho sobre a cama onde o profeta costumava descansar e partiu imediatamente ao encontro de Eliseu, no monte Carmelo. Embora a Bíblia não informe a distância exata percorrida, estima-se que ela tenha viajado entre 25 e 35 quilômetros. Não era um trajeto curto, especialmente para uma mulher que acabara de perder seu único filho. Ainda assim, sua dor não a impediu de seguir em frente, pois sua esperança estava firmada em Deus.

 

Ao vê-la de longe, Geazi, auxiliar do profeta, perguntou: "Vai tudo bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho?" Ela respondeu: "Tudo vai bem." (2 Reis 4:26). Ela não estava negando a dor nem ignorando a realidade. Estava demonstrando que sua esperança permanecia firme no Deus que podia transformar uma situação impossível. E Deus honrou aquela fé: por intermédio de Eliseu, seu filho foi ressuscitado.

 

Essa história nos ensina que, diante das maiores adversidades, devemos olhar além das circunstâncias e lembrar a quem podemos recorrer. Quando tudo parecer perdido, continue confiando no Senhor.

 

Se o inimigo tentar convencê-lo de que não há mais esperança, responda com a mesma confiança da Sunamita: "Tudo vai bem!" Não porque os problemas desapareceram, mas porque Deus continua no controle e a última palavra sempre pertence a Ele.

 

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Ao dizer "Tudo vai bem", a Sunamita nos ensina que a verdadeira fé:

A) Ignora as circunstâncias.
B) Nega a existência da dor.
C) Reconhece a dor, mas deposita a esperança em Deus.
D) Garante que nunca passaremos por aflições.

 

_Capelão – Plínio._

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