OMISSÃO DE SOCORRO ESPIRITUAL
“Mas certo samaritano,
viajando, veio até ele e, vendo-o, foi movido de íntima compaixão; e,
aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o
sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.” (Lucas 10:33,34).
No Brasil, a omissão de
socorro é prevista no Código Penal, em seu artigo 135: "Deixar de
prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança
abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em
grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade
pública."
Essa lei protege a vida
física, mas também nos leva a refletir sobre uma realidade ainda mais profunda:
a necessidade de socorro espiritual. Cada um de nós deve cultivar um espírito
de compaixão e solidariedade, pois hoje podemos ser aqueles que estendem a mão,
mas amanhã talvez sejamos nós os necessitados.
Na parábola do bom samaritano,
Jesus apresenta uma poderosa ilustração da condição espiritual da humanidade.
Desde o nascimento, todos somos atingidos pelo pecado. Já chegamos a este mundo
"feridos", espiritualmente abatidos e incapazes de salvar a nós
mesmos. Necessitamos de um socorro urgente para que não caminhemos para a morte
eterna.
Os "bons
samaritanos" de hoje são aqueles que já experimentaram a graça
restauradora de Cristo. Tendo sido curados pelo Médico dos médicos, estão agora
capacitados a cuidar dos feridos pelo pecado, ajudá-los a se levantar,
conduzi-los ao único lugar verdadeiramente seguro, Jesus Cristo, onde receberão
perdão, restauração e vida abundante.
O tempo, os recursos e o amor
investidos nessa missão jamais serão desperdiçados. Toda dedicação ao Reino de
Deus produz recompensas eternas, infinitamente superiores a qualquer sacrifício
terreno.
Vale a pena sermos voluntários
do Senhor, verdadeiros bons samaritanos, levando esperança aos feridos, cuidado
aos abatidos e Cristo àqueles que ainda estão à beira do caminho.
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Se você encontrasse hoje
alguém "ferido" espiritualmente, qual seria sua atitude?
a) Procuraria
ajudá-lo e conduzi-lo a Cristo.
b) Ajudaria
apenas se alguém me pedisse.
c) Ficaria
com pena, mas não saberia como agir.
d) Seguiria
meu caminho, como se nada tivesse acontecido.
Plínio Cavalheiro – capelão.

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