O RELÓGIO E O TEMPO DE DEUS!

 

“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava” (Mateus 5:1,2).

 

Vivemos em uma época em que a preocupação com o tempo parece dominar quase todos os aspectos da nossa vida. Mas qual é a razão de mantermos os olhos tão fixos no relógio?

Andamos depressa, almoçamos às pressas, impacientamo-nos com a duração dos cultos da igreja de Jesus Cristo, sua Noiva, e chegamos até a abreviar palavras na comunicação com parentes, amigos e vizinhos, numa tentativa de "economizar" alguns segundos. Assim, "Olá" torna-se "Oi"; "Tudo bem?" vira "Blz"; "Obrigado", "Obg"; "Beijos", "Bjs"; "Abraços", "Abs"; "Atenciosamente", "Att"; "Até mais", "Até+".

 

Aquela conversa tranquila, demorada e prazerosa de outros tempos foi cedendo lugar à correria imposta pelo relógio e por tantos outros atrativos, como a televisão, o celular e o computador. Paradoxalmente, quanto mais recursos temos para nos comunicar, menos tempo parecemos dedicar às pessoas.

 

Jesus, porém, mesmo com uma agenda intensamente ocupada, jamais permitiu que a pressa comprometesse o ensino da Palavra. Sempre que encontrava oportunidade para pregar, ensinava com profundidade, utilizando ilustrações, comparações e parábolas. Seus sermões possuíam começo, desenvolvimento e conclusão, transmitindo integralmente a mensagem que o Pai desejava comunicar.

 

Quando lemos o Sermão do Monte, observamos que Jesus ocupa três capítulos do Evangelho de Mateus (capítulos 5, 6 e 7), totalizando cerca de 107 versículos. É impossível imaginar quanto tempo Ele dedicou àquele ensino extraordinário. Sentados na encosta do monte, seus discípulos o ouviam atentamente, enquanto a multidão também acompanhava cada palavra, sem demonstrar preocupação com o tempo ou com a duração do sermão. Ao término daquele ensino, Jesus desceu do monte, e um leproso aproximou-se dele, sendo imediatamente curado (Mateus 8:1-3). O Senhor não demonstrava ansiedade para concluir sua mensagem nem deixava de atender aqueles que necessitavam de sua graça.

 

E nós? Como temos investido o precioso tempo que Deus nos concede? Temos administrado as horas apenas para cumprir compromissos ou também para edificar vidas, ouvir as pessoas, ensinar, aprender e compartilhar a Palavra de Deus?

 

Que o Senhor nos conceda sabedoria para administrar o relógio sem nos tornarmos escravos dele. Que jamais permitamos que a pressa reduza aquilo que precisa ser dito, escrito ou vivido plenamente. Afinal, há palavras que transformam vidas e, por isso, merecem ser pronunciadas por inteiro, sem serem truncadas pela falsa urgência das muitas distrações deste mundo.

 

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Qual é o maior "ladrão" do seu tempo?

1.       Celular e redes sociais.

2.       Trabalho e compromissos.

3.       Televisão e entretenimento.

4.       Falta de organização.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

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