A APARÊNCIA NÃO PAGA A DÍVIDA

 


“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8).

 

Havia um homem que tinha o hábito de ir ao banco três vezes por semana. Sempre levava consigo suas contas e boletos atrasados. Entrava sorridente, cumprimentava o gerente, a secretária e os caixas, conversava cordialmente com alguns funcionários e, depois de algum tempo, voltava tranquilamente para casa com todas as contas intactas, sem realizar nenhum pagamento, seguindo sua rotina como se tudo estivesse perfeitamente bem.

 

Mas certo dia recebeu uma notícia desesperadora: sua casa estava prestes a ser tomada por causa de uma dívida não quitada, justamente parte de um empréstimo feito naquele mesmo banco. Em choque, tentou se defender dizendo: “Mas eu venho aqui toda semana! O gerente deveria ter me avisado sobre minha dívida!”

 

Porém, sua presença constante no banco nunca significou que suas contas estavam pagas. Cumprimentar funcionários, andar pelos corredores e sorrir para todos não quitava débito algum. Felizmente, depois de muita conversa e esforço, ele conseguiu resolver a situação e não perdeu sua casa.

 

Essa história retrata a vida de muitas pessoas dentro das igrejas. Frequentam cultos regularmente, carregam a Bíblia debaixo do braço, apertam mãos, abraçam irmãos, dizem “A paz do Senhor”, cantam, emocionam-se e até aparentam intimidade com Deus. Mas, no fundo, nunca entregaram verdadeiramente sua vida a Jesus Cristo. Estão perto do altar, mas longe da cruz. Conhecem o ambiente da igreja, mas não conhecem o Salvador. Falam de Deus, mas ainda não tiveram sua dívida espiritual cancelada pelo sangue de Cristo.

 

A presença na igreja não salva ninguém. Assim como ir ao banco não paga uma dívida, frequentar cultos não garante salvação. Somente Jesus pode quitar o débito do pecado que separa o homem de Deus. Foi por isso que Ele morreu na cruz: para oferecer perdão, reconciliação e uma morada eterna no céu.

 

Portanto, vá à igreja, sim. Mas não apenas como um religioso. Vá como alguém que reconheceu sua dívida, se arrependeu sinceramente e aceitou Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Porque o mais importante não é estar dentro da igreja…É estar verdadeiramente em Cristo com sua dívida paga.

 

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Se hoje Deus analisasse sua vida, o que Ele encontraria?

1)       Um religioso

2)       Um arrependido

3)       Alguém tentando mudar

4)       Um verdadeiro discípulo

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

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