QUATRO CORAÇÕES, UMA PALAVRA!

 


“Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar; e falou aos discípulos de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.” (Mateus 13:1,3).

 

Jesus frequentemente utilizava parábolas em seus sermões. Da mesma forma que hoje os pregadores recorrem a ilustrações para reforçar suas mensagens, Ele empregava histórias simples e profundas para gravar verdades espirituais na mente de seus ouvintes. É conhecido que, após ouvir uma palestra longa, aquilo que mais permanece na memória do público são as ilustrações. Elas têm o poder de chamar a atenção, despertar interesse e, muitas vezes, permanecer na mente por muito mais tempo.

 

No entanto, as parábolas de Jesus não eram contadas apenas para entreter ou passar o tempo. Conhecendo profundamente o coração e a mente de seus ouvintes, Ele as utilizava como um meio poderoso de transmitir verdades espirituais de forma clara e acessível, alcançando pessoas de diferentes níveis de entendimento. Não encontramos nas Escrituras relatos de ouvintes reagindo às parábolas com risos ou mera diversão; pelo contrário, elas frequentemente despertavam reflexão séria e profunda.

 

No texto citado, Jesus apresenta a parábola do semeador e ensina sobre quatro tipos de corações diante da Palavra de Deus: o coração endurecido, o coração superficial, o coração sufocado e o coração fértil. Essa parábola revela aos “semeadores”, aqueles que anunciam a Palavra, as dificuldades que podem surgir ao longo do ministério. Nem todos receberão a mensagem da mesma forma.

 

Contudo, essa realidade não deve ser motivo de desânimo ou desistência. O semeador não sabe previamente que tipo de solo encontrará pelo caminho. Sua responsabilidade é simplesmente semear. E, quem sabe, entre tantos corações, a semente encontrará um coração fértil, onde poderá crescer, frutificar e produzir abundantemente.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

Quem é o semeador na parábola?

A) O agricultor
B) Quem anuncia a Palavra
C) O povo
D) Os discípulos

 ANJOS DE DEUS: QUAL É A SUA MISSÃO?

 


“Não são porventura todos eles [os anjos] espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14).

 

Falar, ensinar ou pregar sobre anjos de Deus não é algo muito frequente. Na verdade, o assunto principal, o centro, o eixo que move toda a Bíblia, é Jesus Cristo. Entretanto, quero dedicar este momento para apresentar uma breve panorâmica bíblica, ainda que de forma simples, sobre essas criaturas de Deus.

 

Primeiro: a natureza dos anjos. Os anjos não se igualam a Deus. Deus não foi criado; por isso dizemos que Ele é eterno e incriado. Ele não tem começo nem fim. O salmista declarou em Salmo 90:2:“De eternidade a eternidade, tu és Deus.” Deus é incriado, ou seja, não foi feito por ninguém; Ele sempre existiu. Além disso, Ele é autoexistente, pois existe por si mesmo e não depende de nada para existir. Essa verdade aparece quando Deus se revela a Moisés dizendo em Êxodo 3:14: “EU SOU O QUE SOU.”

 

Diferente de Deus, os anjos foram criados por Deus, assim como o ser humano também foi, embora existam algumas diferenças importantes entre eles e nós. Os anjos não possuem um corpo físico permanente, não procriam e não estão sujeitos à morte como os homens. A Bíblia os descreve como seres espirituais. Em Epístola aos Hebreus 1:14 lemos: “Não são todos eles espíritos ministradores?”

 

Segundo: a função dos anjos. Uma de suas funções é ministrar em favor do povo de Deus. Eles são enviados para servir aqueles que herdarão a salvação, isto é, a Igreja de Cristo. Assim, os anjos atuam como servos de Deus no cuidado e na proteção do seu povo.

 

Terceiro: os anjos podem assumir forma humana? Sim. Em alguns momentos das Escrituras, anjos aparecem em forma humana. Um exemplo conhecido ocorre na história de Sodoma e Gomorra. O relato começa em Gênesis 19:1:
“E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra.” Nesse episódio, os anjos aparecem como homens e são instrumentos de Deus para livrar Ló da destruição que viria sobre a cidade.

 

Quarto: podemos adorar anjos? A resposta bíblica é clara: não. Em Apocalipse 22:8-9, quando João se prostra diante de um anjo para adorá-lo, ele é imediatamente corrigido: “Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” Portanto, anjos não devem ser adorados. Eles são servos de Deus, assim como os crentes. A adoração pertence exclusivamente ao Senhor.

 

Quinto: podemos dirigir nossas orações aos anjos? Também não. A Bíblia não apresenta nenhum ensino autorizando orações dirigidas a anjos. Pelo contrário, ensina que a oração deve ser dirigida a Deus. O próprio Jesus Cristo ensinou em Evangelho de Mateus 6:9: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” Assim, aprendemos que oramos ao Pai, por meio de Cristo.

 

Em resumo, os anjos são criaturas de Deus, espíritos ministradores, enviados para servir ao Senhor e cooperar no cuidado do seu povo, mas nunca devem ocupar o lugar que pertence somente a Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 NADA LIMITA DEUS, MAS O PECADO NOS AFASTA DELE!

 


“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:1–2).

 

Você já passou pela situação em que alguém se aproxima e diz: “Tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro?”

 

Não sei quanto a você, mas, naturalmente, sempre prefiro ouvir a boa notícia e, se possível, deixar de lado ou até “deletar” a ruim. No entanto, na vida existem momentos em que não podemos simplesmente ignorar aquilo que não queremos ouvir. Precisamos nos revestir de coragem e enfrentar a realidade. Procrastinar ou fugir da verdade nunca será a melhor solução.

 

O texto bíblico escrito pelo profeta Isaías apresenta algo semelhante: duas notícias. A primeira é maravilhosa. Ela afirma que a mão do Senhor não está encolhida, ou seja, Deus continua poderoso para salvar, socorrer e agir em favor daqueles que o buscam. Além disso, o seu ouvido não está surdo; Ele continua atento às orações do seu povo.

 

Contudo, a segunda notícia nos confronta com uma realidade séria: o pecado cria uma barreira entre o ser humano e Deus. Isaías afirma que são as nossas iniquidades que fazem separação entre nós e o Senhor. Quando o pecado é mantido sem arrependimento, ele encobre o rosto de Deus, impedindo que desfrutemos plenamente da sua graça e do seu favor.

 

Por isso, o caminho é claro: devemos nos voltar para Deus em arrependimento sincero, confessando nossos pecados e buscando o seu perdão.

 

Minha recomendação é que você ore ao Senhor e permita que Ele sonde profundamente o seu coração. Peça que o Espírito Santo revele se existe algo em sua vida que esteja bloqueando o agir de Deus. Onde há arrependimento verdadeiro, há também restauração, graça e nova comunhão com o Pai.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 CRISTO, NOSSA PÁSCOA: A VITÓRIA SOBRE A MORTE!

 


“Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito” (1 Coríntios 5:7; Mateus 28:6).

 

O ápice da fé cristã está resumido na expressão: “Cristo, nossa Páscoa”. Se Jesus Cristo tivesse apenas passado por este mundo como tantos personagens notáveis da história, vivendo por algum tempo, deixando ensinamentos e depois desaparecendo para sempre na morte, nossa fé seria vazia, sem fundamento e sem esperança.

 

Entretanto, os fatos proclamados pelas Escrituras e testemunhados por muitos afirmam algo extraordinário: Jesus nasceu, viveu entre os homens, ensinou com autoridade, realizou sinais, maravilhas e milagres. Por amor, entregou-se em sacrifício por nós; mas a morte não pôde detê-lo. Ao terceiro dia, ressuscitou diante de muitas testemunhas, venceu a morte, subiu aos céus e prometeu voltar. Ele mesmo declarou que iria preparar lugar para aqueles que nele creem, e um dia certamente retornará para buscar a sua igreja.

 

Assim, a Páscoa cristã não é apenas uma lembrança histórica, mas a celebração da maior vitória já proclamada: Cristo é o nosso Cordeiro Pascal, que foi sacrificado por nós e vive para sempre.

 

Diante disso, somos convidados a refletir: no que realmente cremos quando chega a Páscoa? Será que reconhecemos o profundo significado da morte e ressurreição de Jesus Cristo, ou reduzimos essa data a símbolos passageiros, como coelhos e chocolates?

 

A verdadeira Páscoa aponta para o sacrifício, o amor e a vitória de Cristo sobre a morte. Mais do que uma tradição cultural, ela é um chamado à fé, à gratidão e à esperança naquele que morreu por nós e ressuscitou para nos dar vida eterna.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A VERDADE QUE O MUNDO NÃO PODE ANULAR!

 


“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Números 23:19)

 

Tempos atrás vivíamos situações dignas de admiração. Entre tantas virtudes daquele tempo, destacava-se o valor da palavra de um homem. Muitas negociações eram realizadas sem a necessidade de contratos, notas promissórias, avalistas, cauções ou mesmo de uma alienação fiduciária do bem adquirido. Bastava afirmar: “a garantia é o fio do bigode”, e isso era suficiente para assegurar o compromisso assumido.

 

Hoje, porém, mesmo com todo esse aparato jurídico criado para garantir uma negociação, os calotes parecem aumentar a cada dia. Dá até a impressão de que a trapaça virou moda e passou a ser confundida com esperteza. Mas esperteza para quê? Para enganar, ludibriar e tirar vantagem daqueles que muitas vezes são os mais vulneráveis? Isso não pode ser considerado inteligência; é, na verdade, um grande absurdo.

 

Felizmente, ainda existe alguém em cuja Palavra podemos confiar plenamente. Sua Palavra é única, perfeita e inquestionável em cada sílaba. Ela jamais pode ser anulada ou colocada em dúvida por falta de credibilidade.

 

Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Ele não apenas possui a verdade; Ele é a própria Verdade absoluta. Apenas deixam de crer nEle aqueles que escolheram trilhar o caminho da mentira. A mentira lhes cega os olhos e lhes tapa os ouvidos, de modo que permanecem cegos e surdos em meio à escuridão deste mundo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

  TUDO VAI BEM!   "Vai tudo bem contigo?... Ela respondeu: 'Tudo vai bem” (2 Reis 4:26).   Você gosta de ouvir histórias? Eu,...