ANJOS DE DEUS: QUAL É A SUA MISSÃO?

 


“Não são porventura todos eles [os anjos] espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14).

 

Falar, ensinar ou pregar sobre anjos de Deus não é algo muito frequente. Na verdade, o assunto principal, o centro, o eixo que move toda a Bíblia, é Jesus Cristo. Entretanto, quero dedicar este momento para apresentar uma breve panorâmica bíblica, ainda que de forma simples, sobre essas criaturas de Deus.

 

Primeiro: a natureza dos anjos. Os anjos não se igualam a Deus. Deus não foi criado; por isso dizemos que Ele é eterno e incriado. Ele não tem começo nem fim. O salmista declarou em Salmo 90:2:“De eternidade a eternidade, tu és Deus.” Deus é incriado, ou seja, não foi feito por ninguém; Ele sempre existiu. Além disso, Ele é autoexistente, pois existe por si mesmo e não depende de nada para existir. Essa verdade aparece quando Deus se revela a Moisés dizendo em Êxodo 3:14: “EU SOU O QUE SOU.”

 

Diferente de Deus, os anjos foram criados por Deus, assim como o ser humano também foi, embora existam algumas diferenças importantes entre eles e nós. Os anjos não possuem um corpo físico permanente, não procriam e não estão sujeitos à morte como os homens. A Bíblia os descreve como seres espirituais. Em Epístola aos Hebreus 1:14 lemos: “Não são todos eles espíritos ministradores?”

 

Segundo: a função dos anjos. Uma de suas funções é ministrar em favor do povo de Deus. Eles são enviados para servir aqueles que herdarão a salvação, isto é, a Igreja de Cristo. Assim, os anjos atuam como servos de Deus no cuidado e na proteção do seu povo.

 

Terceiro: os anjos podem assumir forma humana? Sim. Em alguns momentos das Escrituras, anjos aparecem em forma humana. Um exemplo conhecido ocorre na história de Sodoma e Gomorra. O relato começa em Gênesis 19:1:
“E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra.” Nesse episódio, os anjos aparecem como homens e são instrumentos de Deus para livrar Ló da destruição que viria sobre a cidade.

 

Quarto: podemos adorar anjos? A resposta bíblica é clara: não. Em Apocalipse 22:8-9, quando João se prostra diante de um anjo para adorá-lo, ele é imediatamente corrigido: “Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” Portanto, anjos não devem ser adorados. Eles são servos de Deus, assim como os crentes. A adoração pertence exclusivamente ao Senhor.

 

Quinto: podemos dirigir nossas orações aos anjos? Também não. A Bíblia não apresenta nenhum ensino autorizando orações dirigidas a anjos. Pelo contrário, ensina que a oração deve ser dirigida a Deus. O próprio Jesus Cristo ensinou em Evangelho de Mateus 6:9: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” Assim, aprendemos que oramos ao Pai, por meio de Cristo.

 

Em resumo, os anjos são criaturas de Deus, espíritos ministradores, enviados para servir ao Senhor e cooperar no cuidado do seu povo, mas nunca devem ocupar o lugar que pertence somente a Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 NADA LIMITA DEUS, MAS O PECADO NOS AFASTA DELE!

 


“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:1–2).

 

Você já passou pela situação em que alguém se aproxima e diz: “Tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro?”

 

Não sei quanto a você, mas, naturalmente, sempre prefiro ouvir a boa notícia e, se possível, deixar de lado ou até “deletar” a ruim. No entanto, na vida existem momentos em que não podemos simplesmente ignorar aquilo que não queremos ouvir. Precisamos nos revestir de coragem e enfrentar a realidade. Procrastinar ou fugir da verdade nunca será a melhor solução.

 

O texto bíblico escrito pelo profeta Isaías apresenta algo semelhante: duas notícias. A primeira é maravilhosa. Ela afirma que a mão do Senhor não está encolhida, ou seja, Deus continua poderoso para salvar, socorrer e agir em favor daqueles que o buscam. Além disso, o seu ouvido não está surdo; Ele continua atento às orações do seu povo.

 

Contudo, a segunda notícia nos confronta com uma realidade séria: o pecado cria uma barreira entre o ser humano e Deus. Isaías afirma que são as nossas iniquidades que fazem separação entre nós e o Senhor. Quando o pecado é mantido sem arrependimento, ele encobre o rosto de Deus, impedindo que desfrutemos plenamente da sua graça e do seu favor.

 

Por isso, o caminho é claro: devemos nos voltar para Deus em arrependimento sincero, confessando nossos pecados e buscando o seu perdão.

 

Minha recomendação é que você ore ao Senhor e permita que Ele sonde profundamente o seu coração. Peça que o Espírito Santo revele se existe algo em sua vida que esteja bloqueando o agir de Deus. Onde há arrependimento verdadeiro, há também restauração, graça e nova comunhão com o Pai.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 CRISTO, NOSSA PÁSCOA: A VITÓRIA SOBRE A MORTE!

 


“Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito” (1 Coríntios 5:7; Mateus 28:6).

 

O ápice da fé cristã está resumido na expressão: “Cristo, nossa Páscoa”. Se Jesus Cristo tivesse apenas passado por este mundo como tantos personagens notáveis da história, vivendo por algum tempo, deixando ensinamentos e depois desaparecendo para sempre na morte, nossa fé seria vazia, sem fundamento e sem esperança.

 

Entretanto, os fatos proclamados pelas Escrituras e testemunhados por muitos afirmam algo extraordinário: Jesus nasceu, viveu entre os homens, ensinou com autoridade, realizou sinais, maravilhas e milagres. Por amor, entregou-se em sacrifício por nós; mas a morte não pôde detê-lo. Ao terceiro dia, ressuscitou diante de muitas testemunhas, venceu a morte, subiu aos céus e prometeu voltar. Ele mesmo declarou que iria preparar lugar para aqueles que nele creem, e um dia certamente retornará para buscar a sua igreja.

 

Assim, a Páscoa cristã não é apenas uma lembrança histórica, mas a celebração da maior vitória já proclamada: Cristo é o nosso Cordeiro Pascal, que foi sacrificado por nós e vive para sempre.

 

Diante disso, somos convidados a refletir: no que realmente cremos quando chega a Páscoa? Será que reconhecemos o profundo significado da morte e ressurreição de Jesus Cristo, ou reduzimos essa data a símbolos passageiros, como coelhos e chocolates?

 

A verdadeira Páscoa aponta para o sacrifício, o amor e a vitória de Cristo sobre a morte. Mais do que uma tradição cultural, ela é um chamado à fé, à gratidão e à esperança naquele que morreu por nós e ressuscitou para nos dar vida eterna.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A VERDADE QUE O MUNDO NÃO PODE ANULAR!

 


“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Números 23:19)

 

Tempos atrás vivíamos situações dignas de admiração. Entre tantas virtudes daquele tempo, destacava-se o valor da palavra de um homem. Muitas negociações eram realizadas sem a necessidade de contratos, notas promissórias, avalistas, cauções ou mesmo de uma alienação fiduciária do bem adquirido. Bastava afirmar: “a garantia é o fio do bigode”, e isso era suficiente para assegurar o compromisso assumido.

 

Hoje, porém, mesmo com todo esse aparato jurídico criado para garantir uma negociação, os calotes parecem aumentar a cada dia. Dá até a impressão de que a trapaça virou moda e passou a ser confundida com esperteza. Mas esperteza para quê? Para enganar, ludibriar e tirar vantagem daqueles que muitas vezes são os mais vulneráveis? Isso não pode ser considerado inteligência; é, na verdade, um grande absurdo.

 

Felizmente, ainda existe alguém em cuja Palavra podemos confiar plenamente. Sua Palavra é única, perfeita e inquestionável em cada sílaba. Ela jamais pode ser anulada ou colocada em dúvida por falta de credibilidade.

 

Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Ele não apenas possui a verdade; Ele é a própria Verdade absoluta. Apenas deixam de crer nEle aqueles que escolheram trilhar o caminho da mentira. A mentira lhes cega os olhos e lhes tapa os ouvidos, de modo que permanecem cegos e surdos em meio à escuridão deste mundo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A ALEGRIA DE LOUVAR COM PALMAS!

 


“Batei palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de triunfo. Porque o Senhor Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra” (Salmos 47:1,2).

 

Bater palmas possui diversos significados em nosso cotidiano. Batemos palmas diante de uma casa que ainda não tem campainha, batemos palmas para espantar um cachorro que se aproxima de forma ameaçadora, batemos palmas durante uma aula para chamar a atenção dos alunos e, às vezes, até para corrigir ou pedir silêncio aos filhos. Também batemos palmas ao assistir a um belo espetáculo ou quando algo nos alegra profundamente. Em resumo, bater palmas é uma maneira de chamar a atenção ou expressar sentimentos que brotam da alma.

 

Diante disso, surge uma pergunta comum: bater palmas na igreja é pecado? A resposta é não. Esse gesto não é pecado quando nasce de um coração sincero e da motivação correta. Pelo contrário, pode ser mais uma das muitas formas de adorar a Deus e expressar gratidão por quem Ele é e pelo que faz em nossas vidas.

 

O próprio salmo nos convida a isso: “Batei palmas, todos os povos”. Trata-se de uma expressão pública de alegria e reverência diante da grandeza do Senhor. Podemos lembrar também do texto bíblico que diz: “Eis que estou à porta e bato” (Apocalipse 3:20). Em linguagem simples, seria como alguém que chega diante de um portão sem campainha e bate palmas para ser ouvido. É um chamado: se alguém ouvir e abrir a porta, haverá comunhão, mesa compartilhada e relacionamento.

 

Assim também é com Deus. Ele busca um coração disposto a ouvi-lo e a responder ao seu chamado. Portanto, não fique engessado dentro de formalismos ou preso apenas a expressões exteriores de religiosidade. Permita-se viver a fé com liberdade e sinceridade. Expresse sua alegria, gratidão e louvor a Deus, inclusive com palmas, quando isso brotar de um coração verdadeiro diante dEle.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

  TUDO VAI BEM!   "Vai tudo bem contigo?... Ela respondeu: 'Tudo vai bem” (2 Reis 4:26).   Você gosta de ouvir histórias? Eu,...