NADA LIMITA DEUS, MAS O PECADO NOS AFASTA DELE!

 


“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:1–2).

 

Você já passou pela situação em que alguém se aproxima e diz: “Tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro?”

 

Não sei quanto a você, mas, naturalmente, sempre prefiro ouvir a boa notícia e, se possível, deixar de lado ou até “deletar” a ruim. No entanto, na vida existem momentos em que não podemos simplesmente ignorar aquilo que não queremos ouvir. Precisamos nos revestir de coragem e enfrentar a realidade. Procrastinar ou fugir da verdade nunca será a melhor solução.

 

O texto bíblico escrito pelo profeta Isaías apresenta algo semelhante: duas notícias. A primeira é maravilhosa. Ela afirma que a mão do Senhor não está encolhida, ou seja, Deus continua poderoso para salvar, socorrer e agir em favor daqueles que o buscam. Além disso, o seu ouvido não está surdo; Ele continua atento às orações do seu povo.

 

Contudo, a segunda notícia nos confronta com uma realidade séria: o pecado cria uma barreira entre o ser humano e Deus. Isaías afirma que são as nossas iniquidades que fazem separação entre nós e o Senhor. Quando o pecado é mantido sem arrependimento, ele encobre o rosto de Deus, impedindo que desfrutemos plenamente da sua graça e do seu favor.

 

Por isso, o caminho é claro: devemos nos voltar para Deus em arrependimento sincero, confessando nossos pecados e buscando o seu perdão.

 

Minha recomendação é que você ore ao Senhor e permita que Ele sonde profundamente o seu coração. Peça que o Espírito Santo revele se existe algo em sua vida que esteja bloqueando o agir de Deus. Onde há arrependimento verdadeiro, há também restauração, graça e nova comunhão com o Pai.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 CRISTO, NOSSA PÁSCOA: A VITÓRIA SOBRE A MORTE!

 


“Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito” (1 Coríntios 5:7; Mateus 28:6).

 

O ápice da fé cristã está resumido na expressão: “Cristo, nossa Páscoa”. Se Jesus Cristo tivesse apenas passado por este mundo como tantos personagens notáveis da história, vivendo por algum tempo, deixando ensinamentos e depois desaparecendo para sempre na morte, nossa fé seria vazia, sem fundamento e sem esperança.

 

Entretanto, os fatos proclamados pelas Escrituras e testemunhados por muitos afirmam algo extraordinário: Jesus nasceu, viveu entre os homens, ensinou com autoridade, realizou sinais, maravilhas e milagres. Por amor, entregou-se em sacrifício por nós; mas a morte não pôde detê-lo. Ao terceiro dia, ressuscitou diante de muitas testemunhas, venceu a morte, subiu aos céus e prometeu voltar. Ele mesmo declarou que iria preparar lugar para aqueles que nele creem, e um dia certamente retornará para buscar a sua igreja.

 

Assim, a Páscoa cristã não é apenas uma lembrança histórica, mas a celebração da maior vitória já proclamada: Cristo é o nosso Cordeiro Pascal, que foi sacrificado por nós e vive para sempre.

 

Diante disso, somos convidados a refletir: no que realmente cremos quando chega a Páscoa? Será que reconhecemos o profundo significado da morte e ressurreição de Jesus Cristo, ou reduzimos essa data a símbolos passageiros, como coelhos e chocolates?

 

A verdadeira Páscoa aponta para o sacrifício, o amor e a vitória de Cristo sobre a morte. Mais do que uma tradição cultural, ela é um chamado à fé, à gratidão e à esperança naquele que morreu por nós e ressuscitou para nos dar vida eterna.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A VERDADE QUE O MUNDO NÃO PODE ANULAR!

 


“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Números 23:19)

 

Tempos atrás vivíamos situações dignas de admiração. Entre tantas virtudes daquele tempo, destacava-se o valor da palavra de um homem. Muitas negociações eram realizadas sem a necessidade de contratos, notas promissórias, avalistas, cauções ou mesmo de uma alienação fiduciária do bem adquirido. Bastava afirmar: “a garantia é o fio do bigode”, e isso era suficiente para assegurar o compromisso assumido.

 

Hoje, porém, mesmo com todo esse aparato jurídico criado para garantir uma negociação, os calotes parecem aumentar a cada dia. Dá até a impressão de que a trapaça virou moda e passou a ser confundida com esperteza. Mas esperteza para quê? Para enganar, ludibriar e tirar vantagem daqueles que muitas vezes são os mais vulneráveis? Isso não pode ser considerado inteligência; é, na verdade, um grande absurdo.

 

Felizmente, ainda existe alguém em cuja Palavra podemos confiar plenamente. Sua Palavra é única, perfeita e inquestionável em cada sílaba. Ela jamais pode ser anulada ou colocada em dúvida por falta de credibilidade.

 

Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Ele não apenas possui a verdade; Ele é a própria Verdade absoluta. Apenas deixam de crer nEle aqueles que escolheram trilhar o caminho da mentira. A mentira lhes cega os olhos e lhes tapa os ouvidos, de modo que permanecem cegos e surdos em meio à escuridão deste mundo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A ALEGRIA DE LOUVAR COM PALMAS!

 


“Batei palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de triunfo. Porque o Senhor Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra” (Salmos 47:1,2).

 

Bater palmas possui diversos significados em nosso cotidiano. Batemos palmas diante de uma casa que ainda não tem campainha, batemos palmas para espantar um cachorro que se aproxima de forma ameaçadora, batemos palmas durante uma aula para chamar a atenção dos alunos e, às vezes, até para corrigir ou pedir silêncio aos filhos. Também batemos palmas ao assistir a um belo espetáculo ou quando algo nos alegra profundamente. Em resumo, bater palmas é uma maneira de chamar a atenção ou expressar sentimentos que brotam da alma.

 

Diante disso, surge uma pergunta comum: bater palmas na igreja é pecado? A resposta é não. Esse gesto não é pecado quando nasce de um coração sincero e da motivação correta. Pelo contrário, pode ser mais uma das muitas formas de adorar a Deus e expressar gratidão por quem Ele é e pelo que faz em nossas vidas.

 

O próprio salmo nos convida a isso: “Batei palmas, todos os povos”. Trata-se de uma expressão pública de alegria e reverência diante da grandeza do Senhor. Podemos lembrar também do texto bíblico que diz: “Eis que estou à porta e bato” (Apocalipse 3:20). Em linguagem simples, seria como alguém que chega diante de um portão sem campainha e bate palmas para ser ouvido. É um chamado: se alguém ouvir e abrir a porta, haverá comunhão, mesa compartilhada e relacionamento.

 

Assim também é com Deus. Ele busca um coração disposto a ouvi-lo e a responder ao seu chamado. Portanto, não fique engessado dentro de formalismos ou preso apenas a expressões exteriores de religiosidade. Permita-se viver a fé com liberdade e sinceridade. Expresse sua alegria, gratidão e louvor a Deus, inclusive com palmas, quando isso brotar de um coração verdadeiro diante dEle.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 O SILÊNCIO QUE PERMITE OUVIR DEUS!

 


“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.” (Salmo 46:10a).

 

Não sei se já aconteceu com você, mas comigo já ocorreu muitas vezes: estar em uma conversa com uma ou mais pessoas e perceber que minha voz se perde em meio à ansiedade do outro em falar, falar e falar sem cessar. Como ouvinte, você precisa ter paciência e, após alguns instantes, consegue finalmente iniciar seu ponto de vista. No entanto, ele não é apreciado; ao contrário, é interrompido para que aquele ou aqueles que estão ao seu lado continuem sua história interminável.

Essa situação é bastante desagradável, para não dizer uma verdadeira falta de educação.

 

Sempre que nos encontramos com alguém, espera-se uma troca de experiências, muitas vezes marcada por perguntas e respostas. Todos nós temos boca e ouvidos, e ambos precisam estar em pleno funcionamento para que o encontro seja saudável e respeitoso.

 

Algo semelhante acontece quando nosso encontro é com Deus. O diálogo precisa ser estabelecido entre um e outro, sem interrupções. Não podemos nos aproximar de Deus apenas para despejar diante Dele todos os nossos argumentos, sem deixar espaço para que Ele fale.

 

No silêncio do coração, quando buscamos ouvir a voz de Deus com sinceridade, Ele se manifesta. Nesse momento, concede a você tudo aquilo de que realmente necessita, muitas vezes antes mesmo de você pedir. Por isso, não é preciso pedir repetidas vezes sem cessar. É necessário, antes de tudo, dar espaço para que Ele fale com clareza, enquanto nossos ouvidos permanecem atentos para ouvir.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...