QUANDO O CORAÇÃO VOLTA A ARDER NO CAMINHO!

 


“E disseram um ao outro: Porventura não ardia o nosso coração quando Ele, pelo caminho, nos falava e nos explicava as Escrituras?” Lucas 24:32).

 

No caminho de Emaús, os discípulos só perceberam a presença de Jesus quando seus corações voltaram a arder. Isso nos ensina que a fé viva não acontece no automático, mas nasce do relacionamento, da escuta e da sensibilidade à voz do Senhor. Não se trata de julgar, pois longe de nós ocupar o lugar de juiz. Fomos chamados como sacerdotes, atalaias, pastores e mensageiros para anunciar o Evangelho de Cristo.

 

Advertir o cristão sobre o perigo de viver uma fé mecânica não é condenação, é obediência e misericórdia. Assim como um veículo emite sinais quando algo não vai bem, e imediatamente buscamos um mecânico para evitar danos maiores, também precisamos estar atentos aos sinais da nossa vida espiritual. Nosso “carro” é a nossa própria vida, e ela precisa estar bem cuidada para cumprir seu propósito neste mundo. As estradas são tortuosas, cheias de buracos e lombadas, e o desgaste é inevitável se não houver manutenção.

 

Quando o coração deixa de arder, é sinal de alerta. É tempo de parar, ouvir novamente a Palavra, permitir que Jesus caminhe conosco e nos explique as Escrituras. Só assim retomamos o rumo certo, com fé renovada, propósito restaurado e o coração novamente aquecido pela presença do Senhor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 PALAVRAS BONITAS, INTENÇÕES PERIGOSAS!

 


“E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas” Colossenses 2:4.

 

Vivemos em um mundo marcado pela malignidade, cercado por um verdadeiro mercado de fraudes. Há enganadores que se especializam no erro, muitos deles “formados” na escola da criminalidade, usando palavras persuasivas e discursos bem elaborados para obter vantagens indevidas. Assim, exploram aqueles que, por falta de preparo ou discernimento, não foram instruídos na escola da prudência, sofrendo prejuízos morais e financeiros.

Diante dessa realidade, a Palavra de Deus nos exorta à vigilância e ao equilíbrio espiritual:
“Eis que eu vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” (Mateus 10:16).

 

O cristão é chamado a viver com simplicidade, sem perder a pureza do coração, mas também com prudência e discernimento, para não ser enganado pelas armadilhas de um mundo que muitas vezes se vale da astúcia para promover a injustiça.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

A PAZ QUE DESARMA O INIMIGO!

 


Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27).

 

Em um contexto global marcado por conflitos armados, dezenas de países vivem guerras ativas. Entre as principais estão Ucrânia × Rússia e Israel × Palestina, cujas faíscas desse fogo cruzado atingem milhões de pessoas em mais de cinquenta localidades ao redor do mundo.

 

Em meio a esse caos, Jesus nos deixa uma palavra de conforto e esperança: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.” Ele se refere a um outro tipo de guerra, espiritual, travada contra um exército maligno, bem armado, cujo objetivo é matar, roubar e destruir. Suas armas são mais sutis e perigosas do que os mísseis criados pelo homem, pois atingem individualmente aqueles que não buscam a paz que vem de Cristo.

 

A paz de Jesus não é temporária, desde que permaneçamos vigilantes. A Bíblia nos orienta: “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” e nos fortalece ao afirmar: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A DOR QUE NOS APROXIMA DE DEUS!

 


“As minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite” (Salmos 42:3).

 

O fato de sentirmos tristeza faz parte da nossa natureza humana; contudo, viver em um estado constante de tristeza requer cuidado e tratamento. Quando perdemos algo que nos é muito precioso, especialmente quando um amigo ou um ente querido falece, é natural que fiquemos abatidos, pensativos e profundamente entristecidos diante do vazio deixado pela morte. Essa situação é, muitas vezes, irreversível, pois a possibilidade de preencher esse espaço já não existe.

 

Diante dessa dor, o principal antídoto para a alma é a oração. É por meio dela que encontramos alívio, consolo e força para continuar.

 

Os salmistas expressam suas emoções de forma intensa e sincera. Conforme o registro bíblico, esses salmos não foram escritos por uma única pessoa, mas coletivamente pelos filhos de Corá. Ao afirmarem que “as lágrimas têm sido o seu alimento”, eles revelam que a tristeza era tão profunda que lhes havia roubado até mesmo o apetite. Duas são as causas principais dessa dor: a profunda angústia pela ausência do culto e a saudade da presença de Deus.

 

Que nós também possamos experimentar essa sensibilidade espiritual, não apenas a tristeza pelas perdas terrenas, mas principalmente aquela que nasce da distância da comunhão com Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

UM AJUSTE DE DIREÇÃO PODE MUDAR TUDO!

 


“E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes” (João 21:6).

 

Alguns estudiosos da Bíblia, ao examinarem com atenção determinados textos, procuram encontrar uma razão lógica ou geográfica para o fato de Jesus ter mandado os discípulos lançarem a rede do lado direito do barco. No entanto, ao investigarmos as Escrituras, não encontramos nada que indique que aquele lado específico do barco ou aquelas águas tivessem maior concentração de peixes.

 

A explicação, portanto, não é geográfica, mas espiritual. O milagre não aconteceu porque o lado direito fosse melhor para a pesca, mas porque Jesus deu a direção certa. O foco do texto não está no lado do barco, mas na obediência à Palavra de Cristo. Os discípulos haviam pescado a noite inteira, com experiência, esforço e técnica, e não apanharam nada. Bastou obedecerem à voz de Jesus para que a rede se enchesse de forma sobrenatural.

 

Esse princípio se repete em toda a Bíblia. Vemos isso claramente na história de Naamã, o comandante sírio leproso. Deus lhe deu uma instrução simples: mergulhar sete vezes no rio Jordão. Naamã obedeceu, e foi curado. Isso significa que o rio Jordão é milagroso? Claro que não. O milagre não estava nas águas, mas na obediência à ordem de Deus. Se Naamã estivesse hoje no Brasil, o rio poderia ser outro. Talvez o Rio Amazonas, o maior do mundo em volume de água, ou algum rio do estado de São Paulo, como o Tietê, o Paraná, o Paranapanema, entre tantos outros. O local nunca foi o agente do milagre.

 

Da mesma forma, os milagres de Jesus não transformaram os lugares em santuários permanentes. O crédito nunca foi do ambiente, do rio, do barco ou do lado escolhido.
O crédito sempre foi daquele que estava no local: Jesus. Essa verdade nos ensina algo poderoso: muitas vezes estamos no lugar certo, com os recursos certos, fazendo as coisas do jeito que sabemos, mas sem ouvir a direção de Deus. Um simples ajuste de obediência pode liberar resultados extraordinários. Onde Jesus dá a direção, há provisão, há restauração e há milagre. Não é o “lado”, não é o “rio” e não é o “lugar”. É a voz do Senhor sendo obedecida. Faça isso e encha sua rede de grandes peixes!

 

Plínio Cavalheiro - capelão

  O CUIDADO DO PAI   "Até à vossa velhice eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; eu o fiz, eu vos levarei, eu vos...