NÃO COBIÇARÁS

 

Décimo Mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20:17).

 

Cobiçar é desejar para si aquilo que pertence a outra pessoa e que não lhe cabe por direito. Isso é muito diferente de admirar algo que é bom, belo ou digno de ser imitado. Quando vemos qualidades, conquistas ou virtudes em alguém, o correto não é desejar tomar aquilo para nós, mas buscar alcançar resultados semelhantes por meio do esforço, da dedicação e da vontade de agradar a Deus.

 

O apóstolo Paulo escreveu: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Coríntios 11:1). Com isso, ele não estava incentivando ninguém a tomar para si seus dons ou méritos, mas a seguir seu exemplo de fé e obediência ao Senhor.

 

O décimo mandamento não se limita à cobiça em questões relacionadas à sexualidade. Ele abrange todas as áreas da vida. Podemos cobiçar a casa, o carro, o emprego, a posição social, os bens materiais e até mesmo o animal de estimação de outra pessoa. Sempre que desejamos possuir aquilo que pertence ao próximo, alimentamos um sentimento contrário aos princípios de Deus.

 

A cobiça é uma enfermidade da alma que gera insatisfação, ingratidão e afasta o coração da presença do Senhor. Por isso, devemos aprender a valorizar o que Deus nos concedeu, cultivar a gratidão e confiar que, no tempo certo, Ele suprirá todas as nossas necessidades.

Em vez de cobiçar o que é do próximo, busquemos viver contentes com o que temos e perseverantes na busca daquilo que podemos conquistar de forma honesta e abençoada por Deus.

 

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Cobiçar é:

·         Admirar algo bonito

·         Desejar possuir o que pertence ao próximo

·         Planejar metas para o futuro

·         Buscar melhorar de vida honestamente

 

Plínio.

 NONO MANDAMENTO

 

Nono Mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16).

 

O falso testemunho, à luz da Bíblia, vai muito além de mentir em um tribunal, onde uma declaração falsa pode induzir jurados e juízes a condenarem um inocente. Esse mandamento também abrange atitudes como espalhar boatos, fazer acusações sem provas, difamar pessoas e distorcer fatos para prejudicar alguém.

 

Falso testemunho é toda declaração mentirosa ou enganosa que atinge a reputação, a honra ou os direitos do próximo. Embora uma mentira possa enganar pessoas e até escapar do julgamento humano, nada fica oculto aos olhos de Deus. Ele conhece a verdade em sua plenitude e julgará com justiça aqueles que usam a falsidade para causar dano aos outros.

 

Por isso, devemos ser cuidadosos com nossas palavras, evitando repetir informações sem confirmação, promover intrigas ou emitir acusações injustas. O cristão é chamado a ser uma testemunha da verdade, agindo com honestidade, integridade e amor ao próximo.

 

Portanto, em hipótese alguma se preste a ser uma falsa testemunha. Que nossas palavras sejam sempre instrumentos de edificação, justiça e verdade.

 

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O nono mandamento ensina principalmente a:

🔘 Defender apenas os amigos
🔘 Preservar a verdade e a honra do próximo
🔘 Evitar processos judiciais
🔘 Ficar em silêncio em todas as situações

 

Plínio.

 NÃO FURTARÁS

 

Oitavo Mandamento: “Não furtarás” (Êxodo 20:15.

 

Tudo aquilo que não nos pertence e que, movidos pela cobiça, tomamos para nós, seja de forma oculta ou mediante o uso da força e da violência, constitui uma grave transgressão moral e espiritual. Contudo, é importante distinguir os termos.

 

Furto é a ação de subtrair para si ou para outra pessoa um bem pertencente a alguém, sem o uso de violência ou ameaça. Alguns exemplos são: pegar dinheiro da carteira de alguém sem que ela perceba, levar mercadorias de uma loja sem efetuar o pagamento ou apropriar-se de um celular deixado sobre uma mesa.

 

Já o roubo ocorre quando a subtração é praticada mediante violência, ameaça ou qualquer forma de intimidação da vítima.

 

Embora exista essa distinção, a Bíblia condena tanto o furto quanto o roubo, assim como toda forma de desonestidade. O oitavo mandamento expressa esse princípio de maneira clara e objetiva: “Não furtarás” (Êxodo 20:15).

 

Esse mandamento é um chamado divino para o respeito à propriedade alheia, para a prática da honestidade e para o cultivo da integridade nos relacionamentos humanos. Quando obedecido, contribui para uma convivência mais justa, harmoniosa e segura na sociedade em que vivemos.

 

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Qual é a principal diferença entre furto e roubo?

A.      O valor do objeto levado.

B.      O local onde ocorre o crime.

C.     O roubo envolve violência ou ameaça.

D.     Não existe diferença.

 

Plínio.

 

 NÃO ADULTERARÁS

 

Sétimo Mandamento: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14).

 

Nem precisamos dizer que adúltero é a pessoa, homem ou mulher, que, tendo um compromisso matrimonial, mantém relacionamento sexual com alguém que não é seu cônjuge. Tal atitude é considerada uma quebra da aliança conjugal e um ato de traição.

 

Além do sétimo mandamento, “Não adulterarás”, a Bíblia apresenta diversos outros textos que tratam desse assunto. No Antigo Testamento, lemos: “Quando um homem adulterar com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” (Levítico 20:10). Também está escrito: “O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Provérbios 6:32). E ainda: “E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 3:5).

 

No Novo Testamento, Jesus amplia o entendimento sobre o assunto ao declarar: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela” (Mateus 5:27-28).

 

Portanto, devemos guardar com zelo a fidelidade devida ao nosso cônjuge, honrando a aliança estabelecida diante de Deus. Em sentido figurado, a Bíblia também utiliza o adultério para representar a infidelidade espiritual. Quando permitimos que qualquer pessoa, desejo, interesse ou bem material ocupe o lugar que pertence exclusivamente a Deus em nosso coração, corremos o risco de nos tornar adúlteros espirituais.

 

Que possamos permanecer fiéis tanto em nossos relacionamentos quanto em nossa devoção ao Senhor, amando-O acima de todas as coisas.

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O adultério espiritual acontece quando:

A.      Deixamos de frequentar a igreja

B.      Colocamos algo acima de Deus em nossa vida

C.      Cometemos apenas pecados graves

D.      Não conhecemos a Bíblia

 

Plínio.

 NÃO MATARÁS – O VALOR DA VIDA AOS OLHOS DE DEUS

Sexto Mandamento – “Não matarás” (Êxodo 20:13).

 Longe de mim querer corrigir a Bíblia. Ela é perfeita, completa e rica em ensinamentos que orientam cada área de nossa vida. Entretanto, com todo respeito, sugiro que, ao ler o mandamento “Não matarás”, você considere a ideia de “Não assassinarás”. Faço essa observação porque existem situações em que uma morte ocorre de forma acidental, sem a intenção deliberada de tirar uma vida.

 

O foco desse mandamento está na proibição do homicídio, isto é, da morte provocada de forma intencional ou motivada por sentimentos pecaminosos, como a ira, o ódio e o desejo de vingança. Deus atribui um valor tão elevado à vida humana que condena não apenas o ato de matar, mas também os sentimentos que podem conduzir a esse ato.

 

O apóstolo João enfatiza essa verdade ao escrever: "Qualquer que odeia a seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele" (1 João 3:15). Perceba que, para Deus, o problema começa muito antes do assassinato. O ódio cultivado no coração já representa uma grave transgressão espiritual.

 

A vida humana é um dom divino e, por isso, ninguém tem o direito de ceifar a vida de seu semelhante por iniciativa própria, seja qual for a motivação. Somente Deus, o Autor da vida, possui autoridade soberana sobre ela. Como declarou Ana em sua oração: "O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela" (1 Samuel 2:6).

 

Que este mandamento nos leve não apenas a respeitar a vida, mas também a cultivar amor, perdão e reconciliação em nossos relacionamentos, reconhecendo o valor que Deus atribui a cada ser humano.

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Qual é a principal lição do Sexto Mandamento?

🔘 Deus valoriza a vida humana.

🔘 O ódio pode ser tão grave quanto o homicídio.

🔘 Somente Deus tem autoridade soberana sobre a vida.

🔘 Todas as alternativas estão corretas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...