O LIMITE DO MAL E A AÇÃO DE DEUS

 


Peço sua paciência para ler este texto um pouco mais longo, pode ser?”

 

 “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7).

 

É verdade que os espíritos, tanto o Espírito Santo quanto os malignos, podem agir no mundo espiritual e físico. No entanto, não se pode afirmar de forma absoluta que eles “necessitam” de um corpo humano para cumprir seus propósitos. A Bíblia mostra que ambos podem atuar tanto por meio de pessoas quanto fora delas.

 

O diabo, por exemplo, age no mundo sem necessariamente possuir alguém. A Escritura declara: “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). Esse “tragar” não significa uma destruição imediata, mas um processo de influência, sedução e domínio. Muitas vezes, ele busca espaço na vida do ser humano para implantar seus intentos de destruição. Ainda assim, sua atuação não depende exclusivamente de possuir alguém.

 

A Bíblia também revela que ele pode influenciar pensamentos e decisões. Em João 13:2, lemos que o diabo “pôs no coração de Judas” o propósito de trair Jesus. Isso evidencia uma ação externa de influência, sem necessariamente indicar uma possessão naquele momento.

 

Há uma verdade importante que precisa ser compreendida, embora nem sempre seja abordada em muitas pregações: o inimigo busca acesso ao ser humano por meio das “entradas” do corpo, como os ouvidos, os olhos, a boca, o nariz, entre outras.

 

Quando abrimos nossos ouvidos para ouvir maledicências, palavras de baixo calão ou músicas cujas letras afrontam a santidade de Deus; quando permitimos que nossos olhos se detenham em conteúdos como a pornografia; quando usamos a boca de forma desordenada, seja no falar ou no consumir aquilo que prejudica o corpo; ou ainda quando nos expomos a estímulos que despertam desejos descontrolados, estamos, de certa forma, permitindo influências que nos afastam de uma vida espiritual saudável.

 

Por isso, é essencial vigiar e cuidar daquilo que permitimos entrar em nossa vida, preservando nossos sentidos e escolhas de modo que estejam alinhados com princípios que edificam e fortalecem a fé. Quando protegemos nossas entradas, impedimos que o mal encontre abrigo, permanecendo do lado de fora, sem acesso e sem domínio.

 

Entretanto, há limites claros para sua atuação, e isso é motivo de confiança. No livro de Jó capítulos 1 versículo 13), vemos que Satanás só pôde agir até onde Deus permitiu. Ele não possui poder ilimitado nem autonomia absoluta.

 

De maneira semelhante, o Espírito Santo também age neste mundo. Ele habita no cristão como selo da salvação e opera por meio dele, promovendo ações de graça, direção e transformação na vida de outros. Um exemplo edificante está em Atos 8, quando Filipe é guiado pelo Espírito ao encontro do eunuco, que precisava de entendimento das Escrituras.

 

Contudo, a atuação do Espírito Santo não se limita ao interior do homem. Ele também age externamente, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo, e conduzindo as pessoas ao pleno conhecimento da Verdade, que é Jesus Cristo.

 

A Bíblia também revela o cuidado de Deus sobre os seus: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Salmo 34:7). Assim, entendemos que Deus age tanto dentro quanto ao redor daqueles que o amam. Por fim, fica um princípio essencial: sem o Espírito Santo não há regeneração, nem acesso pleno ao Salvador. É Ele quem conduz o homem à vida em Cristo e o sela para a eternidade.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 SALVAÇÃO COMPLETA: OBRA DA TRINDADE!

 


Encontramos registrado na Bíblia a seguinte oração: “Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.” Diante disso, surge uma pergunta essencial: qual é a principal vontade de Deus?

 

A própria Escritura responde em Primeira Carta a Timóteo 2:4: “(Deus) quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” Se essa é a vontade do Pai, por que nem todos serão salvos?

 

É importante compreender que a vontade de Deus se manifesta plenamente na vida daquele que a reconhece e a aceita. Deus deseja salvar a todos, mas não impõe essa salvação, ela precisa ser recebida.

 

Nesse contexto, podemos refletir sobre a Trindade, que representa a perfeita unidade divina. Podemos compará-la a um tripé: sua estabilidade depende de três pontos firmes. Se um deles for retirado, toda a estrutura perde o equilíbrio. Da mesma forma, não se pode ignorar qualquer aspecto da revelação de Deus e ainda esperar permanecer firme espiritualmente.

 

Para ilustrar, imagine entrar em uma lanchonete e pedir um combo composto por três itens. Ao receber o pedido, você decide consumir apenas uma parte. Ainda assim, ao final, não poderá reclamar do valor total, pois o combo foi oferecido por completo, o fato de não usufruir de tudo foi uma escolha pessoal.

 

Assim também ocorre na vida espiritual. Deus oferece plenamente aquilo que é necessário para a salvação. No entanto, cabe a cada pessoa aceitar essa oferta de forma completa. No momento final, ninguém poderá alegar desconhecimento ou pedir “desconto” por aquilo que decidiu não receber.

 

A salvação é uma obra divina completa, que deve ser compreendida e recebida com seriedade e inteireza. Ela tem sua origem na Trindade, Deus Pai, Jesus Cristo, o Filho, e o Espírito Santo, que atuam em perfeita unidade para a redenção do ser humano.

 

Diante disso, fica a reflexão: você já experimentou esse “combo” maravilhoso da graça de Deus?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 INFERNO NÃO FOI FEITO PARA VOCÊ!

 


E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15).

 

Quando falamos sobre o inferno, inevitavelmente estamos lidando com duas notícias: uma ruim e outra boa. Pode parecer estranho falar em algo “bom” nesse contexto, e de fato não há nada de bom no inferno em si, mas há uma verdade importante que precisa ser compreendida.

 

A má notícia, à luz da Bíblia Sagrada, é que o inferno é apresentado como castigo eterno: um lugar de sofrimento contínuo, descrito com imagens fortes como fogo que não se apaga e corrupção permanente. Muitos pensam, de forma equivocada, que ele foi criado pelo diabo, mas a Palavra mostra que é uma realidade estabelecida por Deus como juízo.

 

Por outro lado, a “boa notícia” está no propósito: o inferno não foi criado para o ser humano, mas como destino do rebelde Lúcifer e de seus anjos caídos. Antes disso, porém, a Escritura revela que haverá um tempo em que ele será preso: “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos” (Apocalipse 20:2). E, ao final, seu destino será definitivo: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre […] e serão atormentados para todo o sempre” (Apocalipse 20:10).

 

E quanto a nós, seres humanos criados por Deus? Também nos deparamos com duas possibilidades: viver eternamente na presença de Deus, desfrutando da plenitude do céu por meio da salvação em Jesus Cristo, ou, por rejeição, seguir para o mesmo destino preparado para Satanás.

 

A decisão é pessoal e intransferível. Não há como delegar essa escolha nem responsabilizar outros pelo nosso destino eterno. E você, já decidiu onde será a sua morada eterna? 

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A SEDUÇÃO DO FALSO E O PODER DA VERDADE!

 


“O Espírito afirma claramente que, nos últimos tempos, alguns se desviarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, propagadas por homens hipócritas e mentirosos, cuja consciência está cauterizada” (1 Timóteo 4:1–2).

 

É desafiador lidar com pessoas que não possuem uma identidade espiritual sólida, enraizada e firmemente estabelecida sobre a verdade. Sem essa base, tornam-se vulneráveis a ensinamentos heréticos, enganosos e falsos, que facilmente as desviam para fundamentos inseguros, conduzindo-as à ruína espiritual.

 

O falsário, inimigo da verdade e das almas, é habilidoso em criar aparências sedutoras, verdadeiras vitrines brilhantes que encantam e capturam o olhar daqueles que estão afastados de Cristo. Assim, muitos são levados a agir de forma enganosa, acreditando sinceramente que estão no caminho certo.

 

Não foi assim com Saulo de Tarso? Convicto de que fazia o que era justo, ele perseguiu os seguidores de Cristo, certo de estar cumprindo um propósito legítimo. No entanto, estava profundamente equivocado. Até que, ao ter seus olhos abertos para a verdade, tudo mudou. A partir desse encontro transformador, nunca mais voltou à cegueira espiritual. Desde então, o mundo perdeu seu poder de sedução sobre ele. Suas promessas já não o fascinavam, pois agora sua vida estava firmemente alicerçada na verdade.

 

Jesus nos ensina que devemos edificar nossa vida, nossa mente, caráter e integridade, sobre a rocha. Isso nos mostra a importância de guardar nossos pensamentos e cultivar uma fé firme, capaz de resistir aos enganadores, hipócritas e mentirosos.

 

Só alcançamos essa estabilidade quando conhecemos e valorizamos a verdade, que é nossa referência absoluta, Jesus Cristo. Assim permanecemos firmes, sem nos desviar da fé. Uma fé instável, que oscila como uma gangorra, não é fé madura. A verdadeira fé busca crescimento constante, elevando-se acima do engano e permanecendo inabalável diante das adversidades.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 FÉ: ESSENCIAL, VIVA E EM AÇÃO!

 


“Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” Tiago 2:17).

 

Imagine alguém que se esforça muito para comprar um carro zero quilômetro, completo, bonito, impecável… e depois o deixa guardado na garagem, sem nunca o usar. Pior ainda: continua andando a pé ou utilizando transporte coletivo no dia a dia. Que sentido haveria nisso?

 

Assim também acontece com a fé. Muitos cristãos desejam ter fé e se empenham para alcançá-la, uma fé “perfeita”, preciosa, sem falhas. No entanto, acabam guardando-a como algo escondido, quase secreto. De vez em quando, lembram-se dela, “tiram a poeira”, mas não a colocam em prática.

 

Deus concede fé àqueles que O buscam, mas espera que ela não seja escondida, e sim vivida. A fé não foi feita para ficar guardada, como um objeto na garagem, mas para habitar dentro de nós e se manifestar em nossa vida diária.

 

Ela deve ser visível não por meio de palavras ou aparências, como um crachá no peito, mas por meio das nossas atitudes. Porque fé não é apenas acreditar, é confiar de forma firme, mesmo sem enxergar, e viver de acordo com essa confiança.

 

A fé não é uma opção para o cristão; é essencial. Como está escrito na Epístola de Tiago: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.” (2:26)”, e na Epístola aos Hebreus: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam.” (11:6).

 

Até mesmo os apóstolos reconheceram a necessidade de uma fé maior, ao pedirem a Jesus, conforme o Evangelho de Lucas: “Aumenta-nos a fé.” (17:5). Portanto, a verdadeira fé é viva, ativa e perceptível, não pelo que dizemos, mas pelo que praticamos no dia a dia.

 

E você, se pudesse dar uma nota para a sua fé, de 1 a 10, qual seria? Não precisa responder para mim… converse com Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUE CARTA JESUS ESCREVERIA A VOCÊ?   Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e pusest...