ESVAZIE A LIXEIRA DA ALMA!

 


“E vos despojeis do velho homem… e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão” (Efésios 4:22-24).

 

Não é preciso ser um grande especialista em tecnologia para entender algo simples: todo computador possui um recurso para excluir arquivos que já não servem mais. Ainda assim, aquilo que “apagamos” não desaparece de imediato, vai para a lixeira, onde permanece guardado, ocupando espaço e podendo ser restaurado a qualquer momento.

 

Assim também é a nossa alma. Carregamos dentro de nós memórias, sentimentos e marcas de situações difíceis que, muitas vezes, fomos nós mesmos que alimentamos ao longo do tempo. Pensamos que basta “deletar”, esquecer, ignorar, mas não é tão simples. O que não é verdadeiramente tratado apenas muda de lugar, continua ali, escondido, pronto para voltar e nos afetar outra vez.

 

Por isso, não basta apagar. É preciso esvaziar a lixeira. É necessário um ato consciente, profundo, de limpeza interior, renunciar àquilo que pesa, perdoar o que feriu, soltar o que aprisiona. Só assim criamos espaço para o novo, para a paz, para aquilo que realmente edifica.

 

Porque uma alma leve não é aquela que nunca se feriu, mas aquela que aprendeu a não guardar lixo dentro de si. Faça essa oração: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Salmos 51:10).

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

CRESCIMENTO ESPIRITUAL: ESCOLHA, DIREÇÃO E FRUTO!

 


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Epístola aos Gálatas 5:22–23).

 

Existe um grupo de pessoas cuja doutrina utiliza a frase: “Vejo em você uma espiritualidade que precisa se desenvolver”. Essa afirmação transmite a ideia de que a evolução espiritual está no próprio ser humano, como se bastasse sua vontade e esforço para que o espírito que há nele cresça ou se manifeste com mais liberdade.

 

Dentro dessa perspectiva, alguns líderes desse grupo demonstram o que chamam de “sensibilidade espiritual” ou até mesmo mediunidade a ser desenvolvida. Isso pode causar estranhamento em muitos cristãos, como se tal realidade fosse algo incomum ou incompatível com a fé. No entanto, é verdade que todos nós nascemos com um espírito dado por Deus.

 

O que realmente faz a diferença é a decisão individual: em que direção cada pessoa escolhe crescer e a quem decide se submeter espiritualmente. Os cristãos buscam crescer no Espírito e viver em plena comunhão com o Espírito Santo. Quando essa comunhão se torna real, o homem passa a ouvir a voz de Deus e a ser guiado por Ele. Assim como um médico ausculta o coração físico, podemos entender, de forma simbólica, que o Espírito Santo ausculta o coração espiritual do homem e reportam a Deus sua condição.

 

Não são apenas as obras exteriores que aproximam o homem de Deus. Embora boas ações sejam importantes e alegrem o coração divino, o verdadeiro sinal de uma vida transformada é a produção do fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio, conforme registrado em Gálatas 5:22-23.

 

Essas qualidades representam o caráter de quem vive segundo o Espírito Santo e evidenciam uma transformação genuína, que vai além de atitudes externas e alcança o interior do ser humano.

 

Plínio – capelão.


 A VITÓRIA QUE O INFERNO NÃO SUPORTA VER!

 


“Para isto se manifestou o Filho de Deus: para desfazer as obras do diabo.” (Primeira Epístola de João 3:8).

 

Ao refletirmos sobre essa verdade, entendemos que Jesus, sendo participante da natureza divina, como Ele mesmo afirmou: “quem vê a mim vê o Pai”, possui todo poder. No entanto, dentro do propósito de Deus para a humanidade, tanto no presente quanto no futuro, não está incluída a extinção do diabo e de seus anjos, (demônios).

 

Deus os criou como seres espirituais, dotados de existência contínua. Ainda assim, para aqueles que creem no poder de Jesus, o ponto central não está na destruição do diabo em si, mas na anulação de suas obras, e isso está longe de ser algo pequeno.

 

Que seria de nós, cristãos, se não tivéssemos a certeza de que o Todo-Poderoso envia seus anjos para nos guardar das ações do maligno? Essa convicção fortalece nossa fé e sustenta nossa esperança.

Cristo veio precisamente para desfazer tudo aquilo que afasta o ser humano de Deus: o pecado, a mentira e a separação espiritual. Nele, encontramos não apenas livramento, mas também restauração e reconexão com o Pai.

 

Assim, a vitória de Jesus não se manifesta na eliminação imediata do inimigo, mas na restauração do ser humano e na derrota real de tudo aquilo que o diabo produz. Em Cristo, somos capacitados a viver essa vitória, pois aqueles que foram salvos recebem autoridade espiritual para resistir às investidas do mal, não por mérito próprio, mas pelo poder do nome de Jesus Cristo, diante do qual nenhuma força maligna prevalece.

 

Como está escrito: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Epístola aos Romanos 8:37). A própria Palavra também nos orienta a resistir ao diabo, com a promessa de que ele fugirá. Essa resistência não se baseia apenas em palavras ou declarações, mas em uma vida alinhada com a perfeita e boa vontade de Deus. A verdadeira vitória se revela em atitudes transformadas, coerentes com a nova vida em Cristo. O inimigo não suporta ver alguém renovado, refletindo em sua vida o caráter de Jesus.

 

Você leva em sua face o brilho de Jesus?

 

Plínio – capelão.

 CONECTADOS OU APENAS PRESENTES?

 


“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21).

 

É possível estar dentro de um templo, cantando, pregando e orando, e ainda assim estar afastado da Igreja, a noiva de Cristo? A própria Bíblia responde: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8).

 

Isso revela que nem todo envolvimento externo reflete uma conexão verdadeira com Cristo. Há corações que participam das atividades religiosas, mas não estão, de fato, ligados a Ele. Pensar que está não é o mesmo que ter a certeza de estar. A aparência nunca valida a realidade espiritual.

 

Esse tipo de desconexão não se resolve com ajustes superficiais, mas com um novo nascimento. É a partir dessa transformação que cada membro passa a exercer sua função no Corpo de Cristo de forma ordenada, em unidade e sem espaço para inveja ou competição.

 

Assim como no corpo humano, uma parte não inveja a outra. Ambas cooperam em harmonia, caminhando sob uma única direção. Da mesma forma, na Igreja, somos chamados a viver em unidade, submetidos à direção de Cristo.

 

Diante disso, fica uma pergunta essencial: Você faz parte da Igreja, a noiva de Cristo?

 

Plínio – capelão.

 EXORCISMO OU LIBERTAÇÃO: ENTENDENDO AS DIFRENÇAS!

 


Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro” (Mateus 12:45).

 

Os termos “exorcismo” e “libertação” podem parecer semelhantes à primeira vista, mas possuem diferenças importantes em seus resultados e implicações espirituais.

 

No exorcismo, há uma ordem direta para que o espírito maligno saia da pessoa. Contudo, nem sempre essa ação é bem-sucedida, especialmente quando não há autoridade espiritual envolvida. Um exemplo disso ocorre em Atos dos Apóstolos 19:13-15, quando alguns judeus itinerantes tentaram expulsar espíritos malignos invocando o nome de Jesus Cristo, a quem Paulo de Tarso pregava. O espírito respondeu: “Jesus eu conheço, e sei quem é Paulo; mas vocês, quem são?”. Nesse caso, o espírito maligno não apenas permaneceu, como também atacou aqueles homens, que fugiram feridos e envergonhados.

 

Além disso, mesmo quando o espírito sai, o exorcismo por si só não garante uma transformação duradoura. Conforme ensinado por Jesus Cristo em Evangelho de Mateus 12:43-45, se a pessoa não assume um compromisso espiritual firme, o espírito pode retornar, trazendo consigo outros ainda piores.

 

Já a libertação vai além do simples ato de expulsar o espírito maligno. Ela envolve uma mudança interior e espiritual profunda, na qual a pessoa passa a viver uma nova realidade, cheia da presença de Deus. Nesse entendimento, quando alguém é verdadeiramente liberto e se enche do Espírito Santo, não há espaço para que o mal retorne, pois há uma transformação contínua de vida.

 

Aquele que se propõe a ministrar libertação com autoridade precisa ter plena consciência de que é indispensável que a pessoa atendida seja devidamente evangelizada e compreenda o que está acontecendo com ela. Esse processo é essencial para despertá-la para o novo nascimento, conduzindo-a a uma transformação genuína e ao enchimento do Espírito Santo.

 

Caso contrário, a prática corre o risco de se reduzir a um ato meramente exorcista, sem profundidade espiritual, tornando-se apenas um espetáculo para aqueles que assistem, sem produzir mudança real na vida da pessoa ministrada.

 

Desta forma, enquanto o exorcismo pode ser um ato pontual, a libertação representa um processo completo de transformação e permanência na fé.

 

Plínio – capelão.

 QUE CARTA JESUS ESCREVERIA A VOCÊ?   Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e pusest...