SALVAÇÃO É GRAÇA DE DEUS!

 


“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (Mateus 19:16).

 

Fazer para alcançar ou alcançar para fazer? Muitos ainda pensam que a salvação é como um troféu aguardando no final de uma maratona, entregue apenas àquele que mais se esforçou, que suou, que lutou até subir ao pódio e, com orgulho, levantar o prêmio como resultado exclusivo de seu próprio esforço. Enquanto isso, outros que também correram permanecem apenas com aplausos ou reconhecimento humano.

 

Mas a salvação não é um troféu para enfeitar uma estante nem um símbolo para alimentar o ego de quem acredita tê-la conquistado por mérito próprio.

A salvação vai muito além disso.

 

Ela começa quando o ser humano decide despir-se do velho homem, renunciando a tudo aquilo que o separa de Deus. Significa abandonar os ídolos que muitas vezes ocupam o interior do coração, entre eles o amor ao dinheiro, o orgulho, a vaidade e a autossuficiência.

Nascer de novo é permitir que Deus transforme completamente a vida. É vestir vestes brancas, lavadas e purificadas pelo sangue de Jesus Cristo derramado na cruz. Salvação é graça de Deus: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” Efésios 2:8–9).

 

Diante disso, surge uma pergunta que ecoa no coração de cada um de nós: Qual é a cor das suas vestes hoje?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.


 QUANDO O PAI LEVANTA O RAMO!

 


“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto” (João 15:1,2).

 

Ao lermos a expressão: “Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta”, alguns intérpretes entendem que Jesus estaria afirmando que o crente pode perder a salvação, pois o ramo estava ligado à videira (Cristo) e, por não produzir fruto, seria cortado.

 

Contudo, essa interpretação não se sustenta à luz do ensino bíblico mais amplo. A salvação concedida por Deus é eterna e não pode ser perdida por aqueles que verdadeiramente foram salvos. Certa vez perguntaram ao saudoso pastor e teólogo Russell Shedd: “O crente pode perder a salvação?” Ele respondeu com sabedoria: “Depende de quem te salvou.”

 

Se a salvação fosse obra humana, certamente poderia ser perdida. Mas sendo obra de Deus, ela é perfeita e definitiva. Assim, uma vez que o nome está escrito no Livro da Vida, não há possibilidade de perdê-la. A salvação concedida por Deus é eterna.

 

No entanto, ao examinarmos o texto no idioma original do Novo Testamento, encontramos um detalhe importante que muitas vezes passa despercebido. A palavra traduzida como “corta” vem do termo grego aireiρει), derivado do verbo airō, que pode significar levantar ou erguer.

 

Esse significado abre uma compreensão interessante dentro da metáfora da videira. No cuidado com a plantação, quando um ramo cai ao chão, o viticultor não o descarta imediatamente. Ele levanta o ramo, limpa-o e o amarra novamente ao suporte, permitindo que receba luz e ar adequados para voltar a frutificar.

 

Assim, a declaração de Jesus pode ser entendida não como um ato de descarte imediato, mas como uma ação de cuidado e restauração. O viticultor levanta o ramo que caiu para que ele volte a produzir fruto.

 

Espiritualmente, isso reflete o que Deus faz conosco. Muitas vezes tropeçamos, caímos em fraquezas ou somos enredados pelo pecado. Contudo, temos um Pai que age como o verdadeiro viticultor: Ele nos levanta, nos limpa e nos restaura, para que possamos continuar ligados a Cristo e frutificar.

 

Diante dessa verdade, surge uma pergunta pessoal e profunda: Você é um ramo ligado à videira? Está caído precisando ser levantado, ou está frutificando para a glória de Deus?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A BOA PARTE QUE NÃO SERÁ TIRADA!

 


“E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas 10:41,42).

 

Há pessoas que, por falta de discernimento, acabam deixando de lado aquilo que é realmente essencial, algo que está acontecendo diante de seus olhos e que talvez nunca mais se repita, para se ocuparem com outras atividades. Embora essas atividades não sejam necessariamente erradas, podem nos afastar do que é mais importante.

 

Foi exatamente isso que aconteceu com Marta. Movida por boas intenções e preocupada em servir bem, ela se ocupou com os afazeres da casa e acabou deixando de aproveitar plenamente a presença de Jesus. Talvez pensasse que Ele estava ali apenas para uma refeição ou para uma visita comum. Enquanto isso, Maria percebeu o valor daquele momento e escolheu permanecer aos pés de Jesus, ouvindo Suas palavras.

 

Isso nos leva a refletir: muitas vezes estamos tão envolvidos com nossas preocupações e tarefas que esquecemos de dedicar tempo ao que realmente importa. O melhor lugar para estarmos é aos pés de Jesus, assim como fez Maria, escolhendo a boa parte, que jamais nos será tirada.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A VERDADE QUE DISTINGUE O CRISTIANISMO!

 


“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos dos Apóstolos 4:12).

 

Quando usamos o termo “cristão”, logo pensamos em uma religião. No entanto, sabemos que existem inúmeras religiões no mundo, cada uma com suas crenças e doutrinas. Estudiosos da área de Ciência da Religião estimam que existam mais de quatro mil religiões no mundo. Esse número varia porque muitas delas possuem diversas ramificações e denominações.

 

O próprio Cristianismo, por exemplo, possui milhares de igrejas com diferentes interpretações doutrinárias. Diante disso, surge uma pergunta essencial: quem é o Senhor dessas igrejas? À luz da Bíblia, entendemos que uma igreja só pode ser considerada verdadeiramente cristã quando Jesus Cristo é o seu Senhor e a sua cabeça. Quando Cristo não ocupa esse lugar, a igreja pode até ter aparência religiosa, mas não reflete o verdadeiro cristianismo.

 

O próprio Jesus declarou em Evangelho de João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” O termo “religião” traz a ideia de religar, ou seja, restaurar a comunhão entre o homem e Deus. Segundo a Bíblia, somente Cristo pode realizar essa reconciliação, pois Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

 

Por isso, é fundamental que cada pessoa examine os ensinos que está recebendo em sua igreja e verifique se eles estão de acordo com a Palavra de Deus. Nem todo ensino religioso é bíblico, e muitos podem afastar as pessoas da verdade.

 

Portanto, ser cristão não é apenas seguir uma religião, mas reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador e viver segundo a verdade da Palavra de Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUATRO CORAÇÕES, UMA PALAVRA!

 


“Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar; e falou aos discípulos de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.” (Mateus 13:1,3).

 

Jesus frequentemente utilizava parábolas em seus sermões. Da mesma forma que hoje os pregadores recorrem a ilustrações para reforçar suas mensagens, Ele empregava histórias simples e profundas para gravar verdades espirituais na mente de seus ouvintes. É conhecido que, após ouvir uma palestra longa, aquilo que mais permanece na memória do público são as ilustrações. Elas têm o poder de chamar a atenção, despertar interesse e, muitas vezes, permanecer na mente por muito mais tempo.

 

No entanto, as parábolas de Jesus não eram contadas apenas para entreter ou passar o tempo. Conhecendo profundamente o coração e a mente de seus ouvintes, Ele as utilizava como um meio poderoso de transmitir verdades espirituais de forma clara e acessível, alcançando pessoas de diferentes níveis de entendimento. Não encontramos nas Escrituras relatos de ouvintes reagindo às parábolas com risos ou mera diversão; pelo contrário, elas frequentemente despertavam reflexão séria e profunda.

 

No texto citado, Jesus apresenta a parábola do semeador e ensina sobre quatro tipos de corações diante da Palavra de Deus: o coração endurecido, o coração superficial, o coração sufocado e o coração fértil. Essa parábola revela aos “semeadores”, aqueles que anunciam a Palavra, as dificuldades que podem surgir ao longo do ministério. Nem todos receberão a mensagem da mesma forma.

 

Contudo, essa realidade não deve ser motivo de desânimo ou desistência. O semeador não sabe previamente que tipo de solo encontrará pelo caminho. Sua responsabilidade é simplesmente semear. E, quem sabe, entre tantos corações, a semente encontrará um coração fértil, onde poderá crescer, frutificar e produzir abundantemente.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

Quem é o semeador na parábola?

A) O agricultor
B) Quem anuncia a Palavra
C) O povo
D) Os discípulos

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...