QUANDO O PAI LEVANTA O RAMO!

 


“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto” (João 15:1,2).

 

Ao lermos a expressão: “Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta”, alguns intérpretes entendem que Jesus estaria afirmando que o crente pode perder a salvação, pois o ramo estava ligado à videira (Cristo) e, por não produzir fruto, seria cortado.

 

Contudo, essa interpretação não se sustenta à luz do ensino bíblico mais amplo. A salvação concedida por Deus é eterna e não pode ser perdida por aqueles que verdadeiramente foram salvos. Certa vez perguntaram ao saudoso pastor e teólogo Russell Shedd: “O crente pode perder a salvação?” Ele respondeu com sabedoria: “Depende de quem te salvou.”

 

Se a salvação fosse obra humana, certamente poderia ser perdida. Mas sendo obra de Deus, ela é perfeita e definitiva. Assim, uma vez que o nome está escrito no Livro da Vida, não há possibilidade de perdê-la. A salvação concedida por Deus é eterna.

 

No entanto, ao examinarmos o texto no idioma original do Novo Testamento, encontramos um detalhe importante que muitas vezes passa despercebido. A palavra traduzida como “corta” vem do termo grego aireiρει), derivado do verbo airō, que pode significar levantar ou erguer.

 

Esse significado abre uma compreensão interessante dentro da metáfora da videira. No cuidado com a plantação, quando um ramo cai ao chão, o viticultor não o descarta imediatamente. Ele levanta o ramo, limpa-o e o amarra novamente ao suporte, permitindo que receba luz e ar adequados para voltar a frutificar.

 

Assim, a declaração de Jesus pode ser entendida não como um ato de descarte imediato, mas como uma ação de cuidado e restauração. O viticultor levanta o ramo que caiu para que ele volte a produzir fruto.

 

Espiritualmente, isso reflete o que Deus faz conosco. Muitas vezes tropeçamos, caímos em fraquezas ou somos enredados pelo pecado. Contudo, temos um Pai que age como o verdadeiro viticultor: Ele nos levanta, nos limpa e nos restaura, para que possamos continuar ligados a Cristo e frutificar.

 

Diante dessa verdade, surge uma pergunta pessoal e profunda: Você é um ramo ligado à videira? Está caído precisando ser levantado, ou está frutificando para a glória de Deus?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A BOA PARTE QUE NÃO SERÁ TIRADA!

 


“E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas 10:41,42).

 

Há pessoas que, por falta de discernimento, acabam deixando de lado aquilo que é realmente essencial, algo que está acontecendo diante de seus olhos e que talvez nunca mais se repita, para se ocuparem com outras atividades. Embora essas atividades não sejam necessariamente erradas, podem nos afastar do que é mais importante.

 

Foi exatamente isso que aconteceu com Marta. Movida por boas intenções e preocupada em servir bem, ela se ocupou com os afazeres da casa e acabou deixando de aproveitar plenamente a presença de Jesus. Talvez pensasse que Ele estava ali apenas para uma refeição ou para uma visita comum. Enquanto isso, Maria percebeu o valor daquele momento e escolheu permanecer aos pés de Jesus, ouvindo Suas palavras.

 

Isso nos leva a refletir: muitas vezes estamos tão envolvidos com nossas preocupações e tarefas que esquecemos de dedicar tempo ao que realmente importa. O melhor lugar para estarmos é aos pés de Jesus, assim como fez Maria, escolhendo a boa parte, que jamais nos será tirada.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A VERDADE QUE DISTINGUE O CRISTIANISMO!

 


“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos dos Apóstolos 4:12).

 

Quando usamos o termo “cristão”, logo pensamos em uma religião. No entanto, sabemos que existem inúmeras religiões no mundo, cada uma com suas crenças e doutrinas. Estudiosos da área de Ciência da Religião estimam que existam mais de quatro mil religiões no mundo. Esse número varia porque muitas delas possuem diversas ramificações e denominações.

 

O próprio Cristianismo, por exemplo, possui milhares de igrejas com diferentes interpretações doutrinárias. Diante disso, surge uma pergunta essencial: quem é o Senhor dessas igrejas? À luz da Bíblia, entendemos que uma igreja só pode ser considerada verdadeiramente cristã quando Jesus Cristo é o seu Senhor e a sua cabeça. Quando Cristo não ocupa esse lugar, a igreja pode até ter aparência religiosa, mas não reflete o verdadeiro cristianismo.

 

O próprio Jesus declarou em Evangelho de João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” O termo “religião” traz a ideia de religar, ou seja, restaurar a comunhão entre o homem e Deus. Segundo a Bíblia, somente Cristo pode realizar essa reconciliação, pois Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

 

Por isso, é fundamental que cada pessoa examine os ensinos que está recebendo em sua igreja e verifique se eles estão de acordo com a Palavra de Deus. Nem todo ensino religioso é bíblico, e muitos podem afastar as pessoas da verdade.

 

Portanto, ser cristão não é apenas seguir uma religião, mas reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador e viver segundo a verdade da Palavra de Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUATRO CORAÇÕES, UMA PALAVRA!

 


“Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar; e falou aos discípulos de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.” (Mateus 13:1,3).

 

Jesus frequentemente utilizava parábolas em seus sermões. Da mesma forma que hoje os pregadores recorrem a ilustrações para reforçar suas mensagens, Ele empregava histórias simples e profundas para gravar verdades espirituais na mente de seus ouvintes. É conhecido que, após ouvir uma palestra longa, aquilo que mais permanece na memória do público são as ilustrações. Elas têm o poder de chamar a atenção, despertar interesse e, muitas vezes, permanecer na mente por muito mais tempo.

 

No entanto, as parábolas de Jesus não eram contadas apenas para entreter ou passar o tempo. Conhecendo profundamente o coração e a mente de seus ouvintes, Ele as utilizava como um meio poderoso de transmitir verdades espirituais de forma clara e acessível, alcançando pessoas de diferentes níveis de entendimento. Não encontramos nas Escrituras relatos de ouvintes reagindo às parábolas com risos ou mera diversão; pelo contrário, elas frequentemente despertavam reflexão séria e profunda.

 

No texto citado, Jesus apresenta a parábola do semeador e ensina sobre quatro tipos de corações diante da Palavra de Deus: o coração endurecido, o coração superficial, o coração sufocado e o coração fértil. Essa parábola revela aos “semeadores”, aqueles que anunciam a Palavra, as dificuldades que podem surgir ao longo do ministério. Nem todos receberão a mensagem da mesma forma.

 

Contudo, essa realidade não deve ser motivo de desânimo ou desistência. O semeador não sabe previamente que tipo de solo encontrará pelo caminho. Sua responsabilidade é simplesmente semear. E, quem sabe, entre tantos corações, a semente encontrará um coração fértil, onde poderá crescer, frutificar e produzir abundantemente.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

Quem é o semeador na parábola?

A) O agricultor
B) Quem anuncia a Palavra
C) O povo
D) Os discípulos

 ANJOS DE DEUS: QUAL É A SUA MISSÃO?

 


“Não são porventura todos eles [os anjos] espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14).

 

Falar, ensinar ou pregar sobre anjos de Deus não é algo muito frequente. Na verdade, o assunto principal, o centro, o eixo que move toda a Bíblia, é Jesus Cristo. Entretanto, quero dedicar este momento para apresentar uma breve panorâmica bíblica, ainda que de forma simples, sobre essas criaturas de Deus.

 

Primeiro: a natureza dos anjos. Os anjos não se igualam a Deus. Deus não foi criado; por isso dizemos que Ele é eterno e incriado. Ele não tem começo nem fim. O salmista declarou em Salmo 90:2:“De eternidade a eternidade, tu és Deus.” Deus é incriado, ou seja, não foi feito por ninguém; Ele sempre existiu. Além disso, Ele é autoexistente, pois existe por si mesmo e não depende de nada para existir. Essa verdade aparece quando Deus se revela a Moisés dizendo em Êxodo 3:14: “EU SOU O QUE SOU.”

 

Diferente de Deus, os anjos foram criados por Deus, assim como o ser humano também foi, embora existam algumas diferenças importantes entre eles e nós. Os anjos não possuem um corpo físico permanente, não procriam e não estão sujeitos à morte como os homens. A Bíblia os descreve como seres espirituais. Em Epístola aos Hebreus 1:14 lemos: “Não são todos eles espíritos ministradores?”

 

Segundo: a função dos anjos. Uma de suas funções é ministrar em favor do povo de Deus. Eles são enviados para servir aqueles que herdarão a salvação, isto é, a Igreja de Cristo. Assim, os anjos atuam como servos de Deus no cuidado e na proteção do seu povo.

 

Terceiro: os anjos podem assumir forma humana? Sim. Em alguns momentos das Escrituras, anjos aparecem em forma humana. Um exemplo conhecido ocorre na história de Sodoma e Gomorra. O relato começa em Gênesis 19:1:
“E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra.” Nesse episódio, os anjos aparecem como homens e são instrumentos de Deus para livrar Ló da destruição que viria sobre a cidade.

 

Quarto: podemos adorar anjos? A resposta bíblica é clara: não. Em Apocalipse 22:8-9, quando João se prostra diante de um anjo para adorá-lo, ele é imediatamente corrigido: “Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” Portanto, anjos não devem ser adorados. Eles são servos de Deus, assim como os crentes. A adoração pertence exclusivamente ao Senhor.

 

Quinto: podemos dirigir nossas orações aos anjos? Também não. A Bíblia não apresenta nenhum ensino autorizando orações dirigidas a anjos. Pelo contrário, ensina que a oração deve ser dirigida a Deus. O próprio Jesus Cristo ensinou em Evangelho de Mateus 6:9: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” Assim, aprendemos que oramos ao Pai, por meio de Cristo.

 

Em resumo, os anjos são criaturas de Deus, espíritos ministradores, enviados para servir ao Senhor e cooperar no cuidado do seu povo, mas nunca devem ocupar o lugar que pertence somente a Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...