A BOA PARTE QUE NÃO SERÁ TIRADA!

 


“E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas 10:41,42).

 

Há pessoas que, por falta de discernimento, acabam deixando de lado aquilo que é realmente essencial, algo que está acontecendo diante de seus olhos e que talvez nunca mais se repita, para se ocuparem com outras atividades. Embora essas atividades não sejam necessariamente erradas, podem nos afastar do que é mais importante.

 

Foi exatamente isso que aconteceu com Marta. Movida por boas intenções e preocupada em servir bem, ela se ocupou com os afazeres da casa e acabou deixando de aproveitar plenamente a presença de Jesus. Talvez pensasse que Ele estava ali apenas para uma refeição ou para uma visita comum. Enquanto isso, Maria percebeu o valor daquele momento e escolheu permanecer aos pés de Jesus, ouvindo Suas palavras.

 

Isso nos leva a refletir: muitas vezes estamos tão envolvidos com nossas preocupações e tarefas que esquecemos de dedicar tempo ao que realmente importa. O melhor lugar para estarmos é aos pés de Jesus, assim como fez Maria, escolhendo a boa parte, que jamais nos será tirada.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A VERDADE QUE DISTINGUE O CRISTIANISMO!

 


“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos dos Apóstolos 4:12).

 

Quando usamos o termo “cristão”, logo pensamos em uma religião. No entanto, sabemos que existem inúmeras religiões no mundo, cada uma com suas crenças e doutrinas. Estudiosos da área de Ciência da Religião estimam que existam mais de quatro mil religiões no mundo. Esse número varia porque muitas delas possuem diversas ramificações e denominações.

 

O próprio Cristianismo, por exemplo, possui milhares de igrejas com diferentes interpretações doutrinárias. Diante disso, surge uma pergunta essencial: quem é o Senhor dessas igrejas? À luz da Bíblia, entendemos que uma igreja só pode ser considerada verdadeiramente cristã quando Jesus Cristo é o seu Senhor e a sua cabeça. Quando Cristo não ocupa esse lugar, a igreja pode até ter aparência religiosa, mas não reflete o verdadeiro cristianismo.

 

O próprio Jesus declarou em Evangelho de João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” O termo “religião” traz a ideia de religar, ou seja, restaurar a comunhão entre o homem e Deus. Segundo a Bíblia, somente Cristo pode realizar essa reconciliação, pois Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

 

Por isso, é fundamental que cada pessoa examine os ensinos que está recebendo em sua igreja e verifique se eles estão de acordo com a Palavra de Deus. Nem todo ensino religioso é bíblico, e muitos podem afastar as pessoas da verdade.

 

Portanto, ser cristão não é apenas seguir uma religião, mas reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador e viver segundo a verdade da Palavra de Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUATRO CORAÇÕES, UMA PALAVRA!

 


“Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar; e falou aos discípulos de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.” (Mateus 13:1,3).

 

Jesus frequentemente utilizava parábolas em seus sermões. Da mesma forma que hoje os pregadores recorrem a ilustrações para reforçar suas mensagens, Ele empregava histórias simples e profundas para gravar verdades espirituais na mente de seus ouvintes. É conhecido que, após ouvir uma palestra longa, aquilo que mais permanece na memória do público são as ilustrações. Elas têm o poder de chamar a atenção, despertar interesse e, muitas vezes, permanecer na mente por muito mais tempo.

 

No entanto, as parábolas de Jesus não eram contadas apenas para entreter ou passar o tempo. Conhecendo profundamente o coração e a mente de seus ouvintes, Ele as utilizava como um meio poderoso de transmitir verdades espirituais de forma clara e acessível, alcançando pessoas de diferentes níveis de entendimento. Não encontramos nas Escrituras relatos de ouvintes reagindo às parábolas com risos ou mera diversão; pelo contrário, elas frequentemente despertavam reflexão séria e profunda.

 

No texto citado, Jesus apresenta a parábola do semeador e ensina sobre quatro tipos de corações diante da Palavra de Deus: o coração endurecido, o coração superficial, o coração sufocado e o coração fértil. Essa parábola revela aos “semeadores”, aqueles que anunciam a Palavra, as dificuldades que podem surgir ao longo do ministério. Nem todos receberão a mensagem da mesma forma.

 

Contudo, essa realidade não deve ser motivo de desânimo ou desistência. O semeador não sabe previamente que tipo de solo encontrará pelo caminho. Sua responsabilidade é simplesmente semear. E, quem sabe, entre tantos corações, a semente encontrará um coração fértil, onde poderá crescer, frutificar e produzir abundantemente.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

Quem é o semeador na parábola?

A) O agricultor
B) Quem anuncia a Palavra
C) O povo
D) Os discípulos

 ANJOS DE DEUS: QUAL É A SUA MISSÃO?

 


“Não são porventura todos eles [os anjos] espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14).

 

Falar, ensinar ou pregar sobre anjos de Deus não é algo muito frequente. Na verdade, o assunto principal, o centro, o eixo que move toda a Bíblia, é Jesus Cristo. Entretanto, quero dedicar este momento para apresentar uma breve panorâmica bíblica, ainda que de forma simples, sobre essas criaturas de Deus.

 

Primeiro: a natureza dos anjos. Os anjos não se igualam a Deus. Deus não foi criado; por isso dizemos que Ele é eterno e incriado. Ele não tem começo nem fim. O salmista declarou em Salmo 90:2:“De eternidade a eternidade, tu és Deus.” Deus é incriado, ou seja, não foi feito por ninguém; Ele sempre existiu. Além disso, Ele é autoexistente, pois existe por si mesmo e não depende de nada para existir. Essa verdade aparece quando Deus se revela a Moisés dizendo em Êxodo 3:14: “EU SOU O QUE SOU.”

 

Diferente de Deus, os anjos foram criados por Deus, assim como o ser humano também foi, embora existam algumas diferenças importantes entre eles e nós. Os anjos não possuem um corpo físico permanente, não procriam e não estão sujeitos à morte como os homens. A Bíblia os descreve como seres espirituais. Em Epístola aos Hebreus 1:14 lemos: “Não são todos eles espíritos ministradores?”

 

Segundo: a função dos anjos. Uma de suas funções é ministrar em favor do povo de Deus. Eles são enviados para servir aqueles que herdarão a salvação, isto é, a Igreja de Cristo. Assim, os anjos atuam como servos de Deus no cuidado e na proteção do seu povo.

 

Terceiro: os anjos podem assumir forma humana? Sim. Em alguns momentos das Escrituras, anjos aparecem em forma humana. Um exemplo conhecido ocorre na história de Sodoma e Gomorra. O relato começa em Gênesis 19:1:
“E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra.” Nesse episódio, os anjos aparecem como homens e são instrumentos de Deus para livrar Ló da destruição que viria sobre a cidade.

 

Quarto: podemos adorar anjos? A resposta bíblica é clara: não. Em Apocalipse 22:8-9, quando João se prostra diante de um anjo para adorá-lo, ele é imediatamente corrigido: “Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” Portanto, anjos não devem ser adorados. Eles são servos de Deus, assim como os crentes. A adoração pertence exclusivamente ao Senhor.

 

Quinto: podemos dirigir nossas orações aos anjos? Também não. A Bíblia não apresenta nenhum ensino autorizando orações dirigidas a anjos. Pelo contrário, ensina que a oração deve ser dirigida a Deus. O próprio Jesus Cristo ensinou em Evangelho de Mateus 6:9: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” Assim, aprendemos que oramos ao Pai, por meio de Cristo.

 

Em resumo, os anjos são criaturas de Deus, espíritos ministradores, enviados para servir ao Senhor e cooperar no cuidado do seu povo, mas nunca devem ocupar o lugar que pertence somente a Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 NADA LIMITA DEUS, MAS O PECADO NOS AFASTA DELE!

 


“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:1–2).

 

Você já passou pela situação em que alguém se aproxima e diz: “Tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro?”

 

Não sei quanto a você, mas, naturalmente, sempre prefiro ouvir a boa notícia e, se possível, deixar de lado ou até “deletar” a ruim. No entanto, na vida existem momentos em que não podemos simplesmente ignorar aquilo que não queremos ouvir. Precisamos nos revestir de coragem e enfrentar a realidade. Procrastinar ou fugir da verdade nunca será a melhor solução.

 

O texto bíblico escrito pelo profeta Isaías apresenta algo semelhante: duas notícias. A primeira é maravilhosa. Ela afirma que a mão do Senhor não está encolhida, ou seja, Deus continua poderoso para salvar, socorrer e agir em favor daqueles que o buscam. Além disso, o seu ouvido não está surdo; Ele continua atento às orações do seu povo.

 

Contudo, a segunda notícia nos confronta com uma realidade séria: o pecado cria uma barreira entre o ser humano e Deus. Isaías afirma que são as nossas iniquidades que fazem separação entre nós e o Senhor. Quando o pecado é mantido sem arrependimento, ele encobre o rosto de Deus, impedindo que desfrutemos plenamente da sua graça e do seu favor.

 

Por isso, o caminho é claro: devemos nos voltar para Deus em arrependimento sincero, confessando nossos pecados e buscando o seu perdão.

 

Minha recomendação é que você ore ao Senhor e permita que Ele sonde profundamente o seu coração. Peça que o Espírito Santo revele se existe algo em sua vida que esteja bloqueando o agir de Deus. Onde há arrependimento verdadeiro, há também restauração, graça e nova comunhão com o Pai.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...