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29 de setembro de 2012

A BÍBLIA E A ANSIEDADE



Você não vai encontrar dificuldade em descobrir pessoas, principalmente dentro das igrejas, tentando convencer seus aconselhados a se libertarem da ansiedade, com base em textos que falam sobre este assunto. Jesus no Sermão da Montanha disse: “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” – (Mateus 6:31,34). O apóstolo Paulo escreveu aos filipenses ratificando as palavras de Jesus: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” – (Filipense 4:6).

É claro, nem todos buscamos o mesmo tipo de procedimento por razões variáveis. A abrangência deste princípio bíblico para um se torna fácil, para outro complicado, entretanto, para outro, aos seus olhos, é utopia. Alguém já disse que a pior dor é a sua dor. Plagiando o adágio, eu diria: “A pior ansiedade é a sua”. Cada um sente na alma, o peso e as consequências da ansiedade que poderá resultar em doenças físicas quando não tratadas e eliminadas.

É sabido que os testes realizados em voluntários, inclusive usando-se drogas com fins medicinais, agem de forma diferenciada nos candidatos. Para uns o efeito é quase que instantâneo, para outros agem em médio prazo ou longo prazo e para outros o efeito é inexistente. Contudo, o remédio usado para teste não sofre variável.

Como explicar esta divergência nos resultados? Entendemos que a justificativa se dá pelo fato de cada ser humano possuir uma mente independente com capacidade não somente para absorver idéias e sentimentos passivamente, mas para usá-la positivamente no sentido de crer na eficácia do tratamento, oferecendo voluntariamente autoajuda psicológica.

A Bíblia fala sobre este sentimento que se identifica como – ansiedade - que afeta a grande maioria do ser humano. O próprio Jesus, em seu Sermão da Montanha, recomenda um exercício mental às pessoas que estavam sofrendo desta enfermidade – “não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Não foi sem razão que Jesus optou em incluir em seu sermão o tema “ansiedade”.

A Bíblia também prescreve o remédio – “fé” - que aniquila a causa deste sintoma desconfortável. Entretanto, para se alcançar um resultado acelerado e eficiente, é necessário que o doente interaja demonstrando credibilidade ao tratamento.

O escritor da epístola aos Hebreus colocou a fé como base de sustentação para se obter um relacionamento perfeito entre o homem e Deus. Ele escreveu no capítulo onze, verso seis: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.

O verso acima destaca dois aspectos que importantes. O primeiro – crer na existência de Deus e o segundo – reconhecer que Ele supre as necessidades dos que o buscam. Tanto um como outro sugerem o exercício da fé.

Assim sendo, quando o sentimento de ansiedade procurar lugar para se instalar em sua alma, a solução está em buscar imediatamente se aproximar de Deus, crendo que Ele existe e que é poderoso para suprir todas as suas necessidades de hoje e futuras. Difícil? NÃO! “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” – (Mateus 6:26).



____________________________ Plínio Cavalheiro.

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