QUANDO A PALAVRA NÃO CRIA RAIZ!

 

“Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. E aconteceu que, semeando-o, uma parte da semente caiu junto do caminho; vieram as aves do céu e a comeram” (Marcos 4:3–4).

 

Assim como na agricultura ninguém espera colheita jogando sementes ao acaso sobre uma terra dura e descuidada, também no evangelismo não basta apenas lançar palavras ao vento. O evangelista é chamado, antes de tudo, a preparar a terra. É preciso remover os matos inúteis, quebrar a dureza do solo, afofar o coração, abrir sulcos no tamanho certo, colocar a semente na profundidade adequada e adubá-la com amor, paciência e verdade. Depois disso, espera-se a chuva do céu, ou, quando necessário, irriga-se com perseverança, confiando que Deus dará o crescimento.

 

Da mesma forma, a Palavra de Deus precisa ser semeada em corações que muitas vezes ainda são terra bruta, endurecida pelas dores, pelas decepções e pela falta de experiência com a vida espiritual. Quando a lançamos de maneira superficial, sem cuidado, sem preparo e sem sensibilidade, ela permanece à flor da terra. Torna-se então presa fácil para os “pássaros famintos”, que vêm rapidamente e roubam aquilo que foi plantado antes mesmo que crie raiz.

 

Evangelizar é mais do que falar; é cultivar. É amar o solo antes de esperar o fruto. É confiar que, quando a semente encontra um coração preparado, ela germina, cresce e, no tempo certo, produz uma colheita abundante para a glória de Deus. Vamos fazer um esforço da e semear do jeito correto? Sim, ou Não?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

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