CONHECER A PORTA NÃO É O MESMO QUE ENTRAR!

 


“E percorria as cidades e as aldeias, ensinando, e caminhando para Jerusalém. E disse-lhe um: Senhor, são poucos os que se salvam? E ele lhe respondeu: Esforçai-vos para entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão” (Lucas 13:22-24).

 

Você já fez uma pergunta a alguém e recebeu uma resposta, no mínimo, desconcertante? Pois bem, Jesus frequentemente agia assim. Em vez de responder simplesmente “sim” ou “não”, Ele ia além, conduzindo Seus ouvintes a refletirem sobre aquilo que realmente precisavam compreender.

 

Certa vez, os discípulos quiseram saber quantos seriam salvos. Contudo, em vez de satisfazer a curiosidade deles com números, Jesus voltou-Se para o coração de cada um e trouxe um alerta pessoal: “Esforçai-vos para entrar pela porta estreita.” Em outras palavras, a questão não era quantos seriam salvos, mas se eles próprios estavam preparados.

 

Muitos discípulos, e digo discípulos, não apóstolos, conheceram Jesus, que é a Porta, caminharam com Ele, que é o Caminho, mas não conseguiram atravessar a porta estreita. Por quê? Porque estavam sobrecarregados — não de peso físico, mas de excessos espirituais: orgulho, vaidade, autossuficiência, pecados não abandonados. Preferiram a porta larga, mais confortável, que não exige renúncia nem transformação.

 

Não se trata aqui de aparência física, mas de uma metáfora para nossa condição espiritual. A porta estreita exige leveza de alma, desprendimento e disposição para abandonar tudo o que nos impede de avançar. Assim, permanece a pergunta que ecoa até hoje: Por qual porta você tem escolhido entrar?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

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