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31 de outubro de 2012

DE ACUSADOR A RÉU E CONDENADO!



Normalmente o réu usa do expediente de transferência de culpabilidade, na tentativa de se justificar ou conseguir o abrandamento da pena. Haja vista, a primeira situação onde o homem foi inquirido pelo Supremo juiz (Deus). Nesta oportunidade o réu (Adão), foi interrogado da seguinte forma: “Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?” – (Gênesis 3:11b). Instantaneamente Adão transferiu a culpa ao próprio Deus e por via de consequência à sua mulher. Veja suas palavras acusadoras: “Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” – (Gênesis 3:12).

O termo “acusador” está intrinsecamente ligado ao reino das trevas na pessoa do diabo. Nenhum cristão, ainda que considerado menino na fé, pode duvidar da existência e o caráter denunciante do diabo. Mesmo que a Bíblia ignorasse sua essência (o que não é o caso), seríamos compelidos a crer na sua existência, por conta do pecado e as malignidades que se proliferam nos quatro cantos da terra.

O dicionário diz que “acusação” significa “imputação de erro ou crime”. A Bíblia recomenda o antídoto eficaz que neutraliza toda acusação e ação do diabo. O Senhor diz através de Pedro: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” – (I Pedro 5:8).

O texto acima mostra algumas lições práticas para conscientizar o cristão de suas obrigações e orientá-los sobre o papel e jurisdição de ação do diabo. Vejamos:

a). Sobriedade e vigilância. Penso que a maioria dos casos de derrota espiritual teve como causa a imprudência, por menosprezar a armadura disponível a todos que estão engajados na batalha contra o acusador. Tiago escreveu: “Não deis lugar ao diabo. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” – (Efésios 4:27; 6:11, Tiago 4:7).

b). Adversário. Está mais do que provado que o diabo tem o ser humano como seu inimigo, em especial os cristãos. Seu objetivo fica claro em João 10:10a: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir...”. Portanto, não se deve subestimar e nem superestimar a ação do acusador.

c). Derredor. É engano crer que o lugar do diabo é exclusivamente em seu “trono” erigido no centro do inferno, onde os demônios prestam a ele adoração durante todo tempo. Ao contrário, a Bíblia diz que ele anda em volta dos cristãos, observando-os diuturnamente procurando neles motivo para acusação. Seu trabalho é rodear a terra, passear por ela e acompanhar passo a passo os servos de Deus. Foi assim que aconteceu com Jó íntegro, reto e temente a Deus e que se desviava do mal. Jó, apesar de seu comportamento exemplar estava sendo monitorado pelo diabo que não abriu mão de levantar diante de Deus acusações infundadas sobre sua idoneidade.

d). Como leão. O diabo não é leão autêntico e sim enganador. A Bíblia diz: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” – (II João 1:7). Sua intenção é intimidar o cristão para que ele o tema. Isto me faz lembrar de uma frase popular que diz – “ganhar no grito”. O único leão autêntico se chama – “Jesus Cristo”, e este não necessita intimidar ninguém e muito menos consegue seu intento através do grito. Confira: “E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos” – (Apocalipse 5:5).

e). Possa tragar. O diabo não pode sequer tocar em uma unha do cristão se não houver legalidade através de brechas (pecados), ou por vontade permissiva de Deus como foi o caso de Jó. Entretanto, quando acidentalmente o cristão vier a cair em pecado, não significa necessariamente que ele vai ser tragado pelo acusador. Para que isto não ocorra, é preciso buscar em arrependimento o perdão através de Jesus Cristo e tornar a acusação nula pelo poder de Deus o justo Juiz – (I João 2:1,2). Não se deixe tragar e nem aceite acusações infundadas do acusador. Ele já é um derrotado.

O título deste texto diz – “De Acusador a Réu e Condenado”. O diabo já foi julgado por Deus e considerado culpado. A Bíblia diz: “E o diabo, que os enganava (e os acusava), foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” – (Apocalipse 20:10) – grifo meu.


_____________________Plínio Cavalheiro.

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