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10 de agosto de 2013

CONSTRUTOR DE MUROS!



Não é difícil encontrar pessoas que criticam a situação do mundo. Os problemas se avolumam cada vez mais sem perspectiva de
melhora, ao menos pela ótica de uma grande maioria de pessoas que vivem nele.

Aliás, falando em ótica, não faltam “olheiros” neste universo para observar as falhas dos outros, vistas por todos os ângulos possíveis para não deixar passar despercebido nenhum detalhe de seus erros.

Julgar e condenar são atitudes que proliferam semelhantes à praga daninha. Bem falou Jesus em seu sermão no monte: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?”– (Mateus 7:1-3).

Ah, que bom seria a gente encontrar mais pessoas com espírito de autocrítica, com predisposição para reconhecer, ainda que respeitando as devidas proporções, sua responsabilidade daquilo que o mundo é, e, daquilo que poderia ser transformado.

Todo crítico deveria se revestir de autocrítica antes de tecer qualquer comentário negativo de pessoas ou situações. O ideal seria ele ter visão para enxergar e agir com bom senso, ponderando cada situação. Desta forma, se a empresa onde ele trabalha não anda bem das pernas, a pergunta seria esta: “O que eu posso fazer para reverter este quadro?”, “Onde estou falhando?”, e este princípio é válido para se aplicar na igreja, casamento, família, na vizinhança, cidade e por que não dizer no mundo?

Ah, mais uma vez o “ah”, você acha que transferir é mais fácil? Concordo! É mais fácil, porém, não é honesto. Foi desta forma que o caos se instalou no mundo quando o primeiro casal categoricamente decidiu desobedecer ao criador, e diante de Deus transferiu a sua culpa, [leia Gênesis 3].

Já que você abriu em Gênesis, assim espero, aproveite e vire algumas centenas de páginas até chegar ao livro de Neemias. Você vai se deslumbrar com a atitude de um homem chamodo Neemias. Eu o chamaria de “Construtor de Muros”. Palavras deste homem: “Veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo” – (Neemias 1:1-3).

A julgar pela distância e comodidade onde se encontrava o profeta Neemias, a tendência da maioria das pessoas seria não se envolver com o problema. Contudo, Neemias sentou-se, chorou, lamentou o problema, jejuou e orou a Deus dizendo: “Ah! Senhor Deus dos céus, Deus grande e terrível! Que guarda a aliança e a benignidade para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos; Estejam, pois, atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos. Confesso os pecados que NÓS, os Israelitas, temos cometido contra ti. Sim, EU e o meu povo temos pecado. Agimos de forma corrupta e vergonhosa contra ti. Não temos obedecido aos mandamentos, aos decretos e às leis que deste ao teu servo Moisés.” – (Neemias 1:5,6).

Sentar-se, chorar, lamentar, jejuar e orar, é bom? Sim, é bom! Digamos que é meio caminho andado em direção à solução dos problemas que enfrentamos. Contudo, ninguém chega a lugar algum vencendo tão somente 50% do percurso. Só estaremos lá quando atingimos os 100%. 

Em que implica a etapa final? Implica em trabalho prático e isto nem sempre é fácil! Neemias disse ao seu patrão, o rei Artaxerxes: “Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique” – (v.5).

Não foi fácil conquistar a segunda parte do projeto de Neemias. Sambalate estava lá para opor-se contra ele e contra tudo que vinha de Deus na intenção de dissuadi-lo da obra e pô-lo para correr. Teve ele que enfrentar ameaças, zombarias e desprezos. No entanto, disse: Um homem como eu fugiria? – (cap. 6:11). Não desistiu, não fugiu e nem largou a obra pela metade para frustração de Sambalate e seus assessores.

O diabo é um tipo de “Sambalate” que se enfurece quando percebe que você se disponibiliza para reconstruir muros de proteção em torno de vidas, igrejas e cidades para que ele (o diabo), não consiga seus intentos que fazem parte de seu caráter. Entretanto, a exemplo de Neemias não se deixe intimidar e prossiga seu trabalho com os recursos que Deus tem colocado em suas mãos, são eles, sensibilizar, lamentar, jejuar, orar e se disponibilizar para construir muros de proteção para que o diabo não consiga vitória sobre pessoas, famílias, igrejas, cidades e nações.


________________Plínio Cavalheiro.




Um comentário:

PERSEVERÂNÇA disse...

Plinio, que prazer ter você no Perseverança, seja bem vindo.
Comente sempre, de indicações para novas postagens, é assim que geramos energia positiva entre as páginas.
Deixo um super abraço para você.
Nicinha